Bolsa de NY recua, mas para Dow e S&P-500 outubro foi melhor mês em 4 anos

A Bolsa de Nova York fechou em baixa nesta sexta-feira, 30, mas os índices Dow Jones e S&P-500 encerraram o mês de outubro com seus maiores ganhos em pontos de todos os tempos em um único mês; em termos porcentuais, as altas acumuladas pelos dois índices foram as maiores desde outubro de 2011; ambos acumulam agora cinco semanas consecutivas de…

Escrito por: Conteúdo Estadão4 min de leitura
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A Bolsa de Nova York fechou em baixa nesta sexta-feira, 30, mas os índices Dow Jones e S&P-500 encerraram o mês de outubro com seus maiores ganhos em pontos de todos os tempos em um único mês; em termos porcentuais, as altas acumuladas pelos dois índices foram as maiores desde outubro de 2011; ambos acumulam agora cinco semanas consecutivas de ganhos. O S&P já subiu 11% em relação à mínima alcançada em 25 de agosto e superou a média de fechamento das últimas 200 sessões.

O mercado recuou pela manhã, passou a subir no começo da tarde e voltou a recuar nas últimas duas horas da sessão. O dia foi marcado por informes de resultados de empresas, pela aprovação, no Senado, da lei orçamentária que impedirá o fechamento do governo federal dos EUA na próxima semana (quando seria atingido o limite legal de endividamento) e por uma nova rodada de indicadores.

A renda real dos assalariados teve um crescimento de 0,1% em setembro, o menor desde março e abaixo da expectativa dos economistas, que era um aumento de 0,2%. O crescimento da renda pessoal em agosto foi revisado para 0,4%, de 0,3% na estimativa preliminar. Os gastos com consumo (PCE) cresceram 0,1% em setembro, após uma expansão de 0,4% em agosto; a expectativa era um crescimento de 0,2%.

O índice de preços dos gastos com consumo, considerado o indicador de inflação preferido pelo Federal Reserve, recuou 0,1% em setembro ante agosto, na maior queda desde janeiro; em comparação com setembro do ano passado, o índice de preços do PCE subiu apenas 0,2%, continuando abaixo da meta do Fed, de 2% anuais, pelo 41º mês consecutivo. O núcleo do índice, que exclui os preços de energia e alimentos, subiu 0,1% no mês, abaixo da expectativa de +0,2%, com alta de 1,3% no ano.

O índice do custo da mão de obra subiu 0,6% no terceiro trimestre, em comparação com o segundo, com alta de 2,0% em comparação com o mesmo período der 2014; os números ficaram em linha com a expectativa.

O índice de atividade regional dos gerentes de compras de Chicago, do Instituto para Gestão de Oferta (ISM), subiu para 56,2 em outubro, de 48,7 em setembro; economistas previam que ele ficasse em 49,0 em outubro. Em comparação com setembro, o componente de emprego deu um salto de 20 pontos porcentuais, para 63,4, e o de novas encomendas subiu 10 pontos porcentuais, para 59,4; ambos estavam abaixo de 50 em setembro, o que denota contração.

O índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan subiu a 90,0 em outubro, de 87,2 em setembro, mas ficou abaixo da expectativa dos economistas, de 92,5, e também da pesquisa preliminar de outubro, de 92,1.

Entre os destaques da sessão estavam ações de empresas que divulgaram resultados do terceiro trimestre, como ExxonMobil (+0,62%), Chevron (+1,10%), LinkedIn (+12,2%), Abbvie (+10,07%), Colgate-Palmolive (-4,16%) e CVS Health (-4,84%). As da Valeant Pharmaceuticals caíram 15,90%, depois de a empresa anunciar que vai cortar relações com a distribuidora Philidor RX Services, a quem responsabiliza por irregularidades que levaram a Valeant a ser acusada de fraude contábil.

O índice Dow Jones fechou em queda de 92,26 pontos (0,52%), em 17.663,54 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 20,52 pontos (0,40%), em 5.053,75 pontos. O S&P-500 fechou em queda de 10,05 pontos (0,48%), em 2.079,36 pontos. Na semana, o Dow acumulou uma alta de 0,10%, o Nasdaq subiu 0,43% e o S&P-500 ganhou 0,20%. No mês de outubro, o Dow acumulou uma alta de 8,47% (a maior em quatro anos), o Nasdaq avançou 9,38% e o S&P-500 subiu 8,30%. Fonte: Dow Jones Newswires

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