Bolsas de NY apresentam perdas expressivas nesta sexta-feira
Vendas expressivas de ações encerraram um pregão marcado por oscilações bruscas nos mercados acionários americanos, onde os principais indicadores apresentaram perdas bastante expressivas nesta sexta-feira, 21, que já vinham sendo registradas ao longo da semana. No radar, estiveram os mesmos motivos que afetaram os ativos nos últimos dias, como…

Vendas expressivas de ações encerraram um pregão marcado por oscilações bruscas nos mercados acionários americanos, onde os principais indicadores apresentaram perdas bastante expressivas nesta sexta-feira, 21, que já vinham sendo registradas ao longo da semana. No radar, estiveram os mesmos motivos que afetaram os ativos nos últimos dias, como novas elevações nos juros americanos, o risco de uma paralisação da máquina pública federal nos Estados Unidos e preocupações com a saúde da economia global.
Esses receios ganharam força após a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que continuou a indicar elevações nos juros em 2019, embora em um ritmo menor, com a autoridade monetária passando a acreditar em apenas dois aumentos no próximo ano. Contudo, enquanto o cenário do Fed contempla um crescimento forte nos EUA, outros agentes passaram a adotar um tom mais pessimista.
O diretor de investimentos do maior hedge fund do mundo, a Bridgewater Associates, Greg Jensen, é um deles. Em entrevista à agência Reuters, afirmou que espera um crescimento próximo a 1% nos EUA em 2019, com o restante do mundo se saindo um pouco pior. “Teremos um crescimento econômico significativamente mais fraco, perto da recessão no próximo ano, com base em nossas medidas. E os mercados não estão precificando isso”, afirmou.
O mau humor visto em Jensen não se reflete no Fed. Com o mercado aberto, dois dirigentes do banco central tentaram acalmar os investidores, mas tudo se mostrou em vão. O presidente da distrital de Nova York do Fed, John Williams, afirmou que o banco central está “ouvindo muito atentamente” os mercados, mas reforçou que a expansão da economia americana se dá a um ritmo forte. Além dele, veio a público a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, que disse que a política do Fed não está em um rumo predefinido. “Não há um destino para o qual estejamos seguindo”, disse.
Mesmo assim, os investidores se mantiveram no caminho das vendas. O índice Dow Jones apresentou seu pior desempenho semanal em dez anos, depois de cair 1,81% nesta sexta e 5,69% na semana, e terminar o dia cotado a 22.445,37 pontos. O S&P 500, por sua vez, mostrou baixa de 2,06%, com perda semanal de 5,84%, ao encerrar o pregão com 2.416,62 pontos.
No entanto, o índice mais penalizado pelo sell-off foi o Nasdaq, que chegou a cair 3,4% na mínima do dia e terminou o pregão em baixa de 2,99%, aos 6.332,99 pontos. As perdas foram lideradas pela Amazon (-5,71%), que passou a quarta maior empresa americana em valor de mercado. As techs tendem a ser mais afetadas por assuntos ligados a imigração, e as notícias relacionadas à possibilidade de uma nova paralisação do governo Donald Trump têm afetado as ações das empresas de tecnologia. Nesta sexta-feira, os democratas reiteraram que não irão apoiar um projeto que contenha financiamento à construção de um muro na fronteira com o México, enquanto Trump não abre mão da barreira.
Nesse cenário, o índice de volatilidade VIX, considerado o “medidor de medo” de Wall Street, se mostrou no maior nível desde fevereiro, ao subir 6,10%, para 30,11 pontos.
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