Bovespa fecha em alta de 3,29% com reação positiva à possibilidade de impeachment

A Bovespa reagiu positivamente à aceitação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, com os investidores apostando em uma melhora no quadro político e econômico do País. O otimismo dos investidores se manteve mesmo diante da perspectiva de um processo longo e de resultado imprevisível. Com isso, a bolsa brasileira, que chegou a…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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A Bovespa reagiu positivamente à aceitação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, com os investidores apostando em uma melhora no quadro político e econômico do País. O otimismo dos investidores se manteve mesmo diante da perspectiva de um processo longo e de resultado imprevisível. Com isso, a bolsa brasileira, que chegou a subir até 4,96% ao longo do dia, fechou com ganhos de 3,29%, aos 46.393,26 pontos e R$ 7,8 bilhões em negócios.

A decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de aceitar um dos pedidos de impeachment apresentados pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal foi anunciada no início da noite de quarta-feira, quando os mercados já estavam fechados. Cunha anunciou a decisão após os três deputados petistas que compõem a Comissão de Ética da Câmara fecharem acordo para votação a favor de processo por quebra de decoro parlamentar contra ele.

As ações que melhor simbolizaram o otimismo com o noticiário político foram as da Petrobras e as do setor bancário. As ações da estatal petrolífera subiram 3,48% (ON) e 6,12% (PN), enquanto Banco do Brasil ON avançou 8,40% e Itaú Unibanco PN, 6,35%. Segundo profissionais do mercado de renda variável, o anúncio de Cunha, feito antes mesmo da votação da Comissão de Ética (marcada para dia 8), acabou pegando alguns investidores de surpresa, o que levou a um movimento de zeragem de posições vendidas (apostas na queda das ações). Com isso, a alta dos papéis ganhou ainda mais força.

Ainda no que diz respeito a um possível impedimento presidencial, os profissionais ponderaram que, apesar desta primeira reação positiva do mercado, a dinâmica do processo pode estressar os negócios em outras sessões. Isso porque há várias pedras no caminho até o desfecho. O temor é de que, em meio a indefinições, o País tenha seu rating novamente rebaixado por alguma das principais agências de rating. Vale lembrar que uma equipe da Standard & Poor’s desembarcou no País na terça-feira para avaliar as condições políticas e econômicas domésticas.

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