Consórcio estaleiro Paraguaçu suspende atividades por tempo indeterminado

A Enseada Indústria Naval (EIN) confirmou para o próximo sábado a paralisação por tempo indeterminado da instalação do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, que está sendo construído pelo Consórcio Estaleiro Paraguaçu (CEP) em Maragogipe, no Recôncavo Baiano. As obras foram iniciadas em 2013, com investimento previsto de R$ 2,3 bilhões, e o complexo…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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A Enseada Indústria Naval (EIN) confirmou para o próximo sábado a paralisação por tempo indeterminado da instalação do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, que está sendo construído pelo Consórcio Estaleiro Paraguaçu (CEP) em Maragogipe, no Recôncavo Baiano. As obras foram iniciadas em 2013, com investimento previsto de R$ 2,3 bilhões, e o complexo foi planejado para produzir sondas para exploração de petróleo em águas ultraprofundas.

A paralisação era esperada desde o fim do ano passado, quando o consórcio, formado pelas construtoras Constran, Odebrecht e OAS, passou a promover grandes demissões de funcionários da obra. Em dezembro, os trabalhadores chegaram a promover uma manifestação contra os cortes. Desde o início do ano passado, foram cerca de 5 mil demitidos – os 100 últimos funcionários serão desligados no fim de semana.

De acordo com a EIN, que pertence às construtoras Odebrecht, OAS e UTC, além do grupo japonês Kawasaki, responsável pelo empreendimento, o estaleiro tem 82% das obras concluídas. Em nota, a empresa informou que as obras serão retomadas “tão logo o cenário de falta de liquidez seja superado” e que os funcionários demitidos terão prioridade na recontratação.

De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial do Estado da Bahia (Sintepav-BA), o principal cliente do estaleiro, a Sete Brasil – empresa criada pela Petrobras com parceiros da iniciativa privada para gerenciar a construção e operar as sondas – deve cerca de R$ 500 milhões em repasses para a EIN. O contrato entre as partes prevê a construção de sete sondas, com um custo total de US$ 7 bilhões.

Segundo a EIN, duas sondas já tiveram a construção iniciada e essas obras serão mantidas, por funcionários próprios da Enseada. Outra obra que deve ser concluída é a montagem do superguindaste Goliath, de 150 metros de altura e capacidade de operar com cargas de até 1,8 mil toneladas. O equipamento deve ser entregue no próximo mês, de acordo com a empresa.

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