DIs perdem força com dados da arrecadação

Os dados da arrecadação de junho impediram um avanço maior das taxas curtas e intermediárias de juros nesta quarta-feira, 15, enquanto as de prazo mais longo longa caíram à tarde. A arrecadação de tributos e contribuições federais somou R$ 97,091 bilhões em junho, o que representa uma queda real de 2,44% na comparação com o mesmo mês de 2014….

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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Os dados da arrecadação de junho impediram um avanço maior das taxas curtas e intermediárias de juros nesta quarta-feira, 15, enquanto as de prazo mais longo longa caíram à tarde.

A arrecadação de tributos e contribuições federais somou R$ 97,091 bilhões em junho, o que representa uma queda real de 2,44% na comparação com o mesmo mês de 2014. Com relação a maio, o resultado teve aumento de 5,03%.

O saldo do mês passado é o maior para meses de junho desde 2010, quando a arrecadação ficou em R$ 87,285 bilhões. O resultado de junho ficou acima da mediana das estimativas de 15 analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, de R$ 94,900 bilhões.

Os dados da Receita impediram um avanço maior dos juros curtos e intermediários, que passaram grande parte da sessão pressionados pelas incertezas políticas e fiscais do País. As taxas longas, no entanto, passaram a cair ao longo da segunda metade dos negócios, de olho no enfraquecimento do dólar ante o real e também na queda dos yields dos Treasuries. O dólar terminou a sessão em baixa de 0,16%, a R$ 3,1330.

Ao final da sessão estendida, o contrato do DI para outubro de 2015 fechou em 13,967%, de 13,959% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2016 terminou em 14,04%, igual ao ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 terminou em 12,56% de 12,59% na véspera.

O giro foi fraco e a oscilação das taxas foi estreita, com o mercado travado pela cautela em relação aos acontecimentos internos e externos. Os agentes passaram o dia monitorando o cenário político e atentos às declarações de Joaquim Levy. O ministro da Fazenda falou hoje sobre PIS/Cofins e ICMS, sem chegar a fazer preço nos ativos.

O mercado também ficou atento a alguma informação sobre a missão da Moody’s que está no Brasil para colher informações para a sua reavaliação do rating brasileiro. Nesta quarta-feira, os encontros foram no Banco Central. O mercado já precificou um rebaixamento da nota, mas a perspectiva preocupa. E a questão é saber se o Brasil não vai ter esse outlook mantido como negativo.

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