Editorial: ano-chave para Carlinhos Almeida e Ortiz Júnior
A menos de dois anos para as próximas eleições municipais, os governos de Carlinhos Almeida (PT), de São José dos Campos, e Ortiz Júnior (PSDB), de Taubaté, estão contra o muro.

A menos de dois anos para as próximas eleições municipais, os governos de Carlinhos Almeida (PT), de São José dos Campos, e Ortiz Júnior (PSDB), de Taubaté, estão contra o muro.
Enquanto Carlinhos tenta a aprovação de projetos como o WTC e as mudanças na Lei de Zoneamento, Ortiz precisa reverter na Justiça um processo que pode cassá-lo do cargo.
O terceiro ano de mandato dos políticos promete ser árduo. Além dos desafios imediatos, os prefeitos ainda precisam trabalhar visando o pleito de outubro de 2016, quando buscarão a reeleição.
Carlinhos Almeida já não tem a Câmara ao seu lado. Na eleição que definiu o novo chefe do Legislativo, ganhou Shakespeare Carvalho – candidato da oposição.
O novo presidente não só assumiu com um tom crítico, como trouxe em sua bagagem Claude Mary Moura, ex-secretária de Governo de Eduardo Cury (PSDB) e braço forte da oposição, que assume como Secretária Geral da Casa.
Antônio Alwan (PSB), que já ocupou uma pasta na gestão do tucano Emanuel Fernandes, também compõe o pacotão de novos nomes que complicarão a vida de Carlinhos na Câmara. A convite de Shakespeare, o político que disputou ao lado de Carlinhos a eleição de 2012, assume a cadeira de chefe de gabinete da presidência.
Sem ter a maioria dos parlamentares ao seu lado, o prefeito petista terá que se desdobrar no relacionamento com o Legislativo para conseguir aprovar projetos de lei do interesse do Executivo. Tarefa mais do que dura!
Na terra de Lobato a situação parece ser ainda mais crítica, pois o tucano Ortiz Júnior fechou o ano com mais um revés na Justiça.
No dia 30 de dezembro, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) negou, pela 2ª vez, segmento no recurso em processo que pede absolvição de sua cassação, por abuso de poder econômico e político na campanha de 2012. Nos bastidores da política taubateana a queda de Ortiz, bem como de seu vice Edson Oliveira (PTB), é tida como certa.
Os acórdãos só devem ser publicados a partir da próxima quarta-feira (7), quando termina a suspensão dos prazos processuais em razão do recesso do Judiciário. Após a publicação, Ortiz Junior e Edson Oliveira podem ser afastados da prefeitura.
Resta apelar a Brasília. Será que o político aguenta o fardo de administrar a segunda maior cidade da região e ainda lutar pela sua inocência? Um horizonte nebuloso pode estar mais próximo do que o tucano pode imaginar.
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