Editorial: O pleno exercício da democracia
O Brasil continua surpreendendo! De um lado o povo se sente ofendido, órfão e até traído. De outro, a solidez de nossas instituições se mostra admirável. A democracia brilha como concebida, onde o governo (kratos) é exercido pelo povo (demo), que é quem deve tomar as decisões políticas e de poder. Um dia para ficar […]

O Brasil continua surpreendendo! De um lado o povo se sente ofendido, órfão e até traído. De outro, a solidez de nossas instituições se mostra admirável. A democracia brilha como concebida, onde o governo (kratos) é exercido pelo povo (demo), que é quem deve tomar as decisões políticas e de poder.
Um dia para ficar na história do jovem país. Neste 17 de abril de 2016, mais uma vez o povo brasileiro se posiciona, cobrando de seus representantes uma manifestação sobre como deve ser conduzida a política pública.
Como um gigante que se movimenta lentamente, segue a passos que se mostre pacífico, amistoso e com aparente define. O que assistimos é um povo forte, determinado e que sabe onde quer chegar.
O impeachment é um julgamento político, que não foi concebido para substituir a justiça, mas uma forma de responsabilizar o governante. É com esse orgulho de sermos brasileiros que esperamos o resultado desse processo que envolve sentimentos e ressentimentos, num jogo político que, por maior que seja o confronto entre as partes, deverá respeitar a vontade da maioria, nos precisos termos do que é a democracia.
Os representantes irão tomar a decisão em nome daqueles que os elegeram. Mas cabe aos cidadãos refletirem sobre a responsabilidade de evitar que este episódio, reincidente na recente história do país, volte a ocorrer.
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