Ibovespa recua, mas Petrobras exibe recuperação apesar de acidente
A Bovespa não está conseguindo entusiasmar os investidores. O principal índice à vista ensaiou um dia de ganhos, mas ele não se sustentou, sucumbindo à aversão a risco que predominou nos mercados nesta quarta-feira, 11. Petrobras e Vale, no entanto, subiram e ajudaram a conter um pouco o ímpeto de queda, mas ações relevantes como Bradesco, Itaú…

A Bovespa não está conseguindo entusiasmar os investidores. O principal índice à vista ensaiou um dia de ganhos, mas ele não se sustentou, sucumbindo à aversão a risco que predominou nos mercados nesta quarta-feira, 11. Petrobras e Vale, no entanto, subiram e ajudaram a conter um pouco o ímpeto de queda, mas ações relevantes como Bradesco, Itaú Unibanco e Ambev pressionaram para baixo.
O Ibovespa terminou a sessão em queda de 0,56%, aos 48.239,67 pontos, menor nível desde o dia 2 de fevereiro (47.650,73 pontos). Na mínima, registrou 47.841 pontos (-1,38%) e, na máxima, 48.762 pontos (+0,52%). No mês, sobe 2,84% e, no ano, cai 3,53%. O giro financeiro totalizou R$ 6,972 bilhões.
Os papéis da Petrobras perderam participação na composição do Ibovespa, mas ganharam relevância ainda maior no noticiário nos últimos tempos, com as denúncias de irregularidades da Operação Lava Jato pressionando as ações dia após dia. Hoje, os destaques foram as afirmações da Fitch e da S&P. A primeira voltou a repetir que a estatal pode ser novamente rebaixada em mais de uma nota caso não consiga divulgar seus resultados financeiros dentro do prazo estabelecido. No começo do mês, a Fitch já reduziu o rating da estatal e colocou-os em observação negativa.
Já o analista-chefe responsável por ratings soberanos da S&P, Moritz Kraemer, disse que as denúncias de corrupção na Petrobras são uma fonte de preocupação. “Claramente há preocupações sobre o arranjo institucional na companhia”, destacou o analista, ressaltando que os problemas na empresas têm um significado mais amplo, que é indicar que os padrões institucionais e de governança permanecem um fator que seguram os ratings soberanos do Brasil. Estes padrões, disse ele, tendem a ser mais fracos em mercados emergentes e quando algo como os problemas da Petrobras chegam ao noticiário se entende o motivo.
Nesta tarde, para ajudar, a empresa teve um acidente num navio plataforma. A notícia, entretanto, não fez preço e a ação ON subiu 0,23% e a PN, 1,23%. Vale destacar que ontem o presidente da empresa, Aldemir Bendine, deu sua primeira entrevista, sem fazer preço nos ativos nesta quarta-feira.
Vale terminou em alta de 3,43% na ON e de 2,88% na PNA, em parte ajudada pela disparada do dólar, que subiu 1,38% e fechou a R$ 2,87.
Bradesco PN recuou 2,70%, Itaú Unibanco PN, 2,70%, e Ambev ON, 0,78%. BB ON, depois do balanço, terminou com ganho de 1,11%. O Banco do Brasil anunciou lucro líquido ajustado, que desconsidera eventos extraordinário, de R$ 3,020 bilhões no quarto trimestre do ano passado, montante 24,6% superior que o visto em igual intervalo de 2013, de R$ 2,424 bilhões. Ante o terceiro trimestre, o aumento foi de 4,7%.
No exterior, as bolsas norte-americanas operavam predominantemente em queda, da mesma forma que as europeias caíram. Os investidores aguardam um desfecho da reunião de ministros de Finanças do Eurogrupo, que discute uma saída para a situação da Grécia. Às 17h27, o Dow Jones recuava 0,39%, o S&P recuava 0,30% e o Nasdaq subia 0,09%.
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