Ibovespa tem a maior queda de setembro com rumores de novo rebaixamento do País

A Bovespa teve a maior queda de setembro nesta sexta-feira, 18, em função de rumores sobre a possibilidade de novo rebaixamento do Brasil e de uma percepção negativa geral sobre o País. Para piorar, os mercados globais de ações também mostravam uma fuga das ações desde cedo. O Ibovespa – índice de referência da bolsa – fechou em queda de 2,65%,…

Escrito por: Conteúdo Estadão3 min de leitura
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A Bovespa teve a maior queda de setembro nesta sexta-feira, 18, em função de rumores sobre a possibilidade de novo rebaixamento do Brasil e de uma percepção negativa geral sobre o País. Para piorar, os mercados globais de ações também mostravam uma fuga das ações desde cedo. O Ibovespa – índice de referência da bolsa – fechou em queda de 2,65%, o maior recuo porcentual desde a perda de 3,03% de 24 de agosto, aos 47.264 pontos. Mesmo assim, acumulou, na semana, alta de 1,86% e, no mês, ainda sobe 1,37%. No acumulado do ano, porém, tem queda de 5,49%.

Na máxima do dia, a Bovespa indicou estabilidade ante o fechamento de ontem, de 48.550 pontos. Na mínima, vista à tarde, caiu 3,34%, aos 46.928 pontos. O giro financeiro foi de R$ 8,196 bilhões.

Pela manhã, investidores já vendiam ações do Brasil em função da percepção ruim sobre a economia brasileira. Aliado a isso, os principais índices de Nova York também caíam, após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ter levantado ontem preocupações com a economia chinesa e também com os mercados emergentes.

O adiamento da divulgação dos dados de arrecadação, das 10h30 para as 15h30, também impactou os negócios com ações, principalmente no início da tarde. A leitura era de que a mudança de horário indicava que os resultados não seriam nada bons. Esta visão negativa se intensificou ainda após a divulgação do Bank of America Merrill Lynch (Bofa). O levantamento, feito com gestores internacionais que aplicam em países emergentes, mostrou que 90% deles acreditam que o Brasil perderá o grau de investimento de pelo menos duas agências de classificação de risco.

Como já perdeu o selo de bom pagador da Standard & Poor’s (S&P), falta a Moody’s ou a Fitch. Bastou a pesquisa do BofA para que os boatos de perda de rating ganhassem corpo e os investidores intensificassem a venda de ações. Papéis como os de Petrobras e bancos eram diretamente atingidos, sendo que a estatal também foi penalizada pela baixa consistente dos preços do petróleo no mercado internacional. Petrobras ON cedeu 3,99% e a PN teve baixa de 3,31%, enquanto Bradesco ON despencou 4,58% e Itaú Unibanco PN teve queda de 3,93%.

Em Nova York, os receios com a economia global fizeram o Dow Jones ceder 1,74%, aos 16.384,79 pontos, o S&P 500 recuar 1,61%, aos 1.958,08 pontos, e o Nasdaq ter perdas de 1,36%, aos 4.827,23 pontos. O dólar para outubro subia no fim da tarde 1,19% no Brasil, aos R$ 3,9665, enquanto as taxas futuras de juros também avançavam de forma consistente.

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