Ibovespa termina em queda com realização de lucros
Uma realização de lucros acabou levando a Bovespa a fechar em queda nesta terça-feira, 24, um dia depois de a agência de classificação de risco Standard & Poor’s anunciar que manteve o rating do Brasil em BBB-, com perspectiva estável. Segundo profissionais de mercado, os ganhos de quase 7% acumulados pela bolsa ao longo da semana passada…

Uma realização de lucros acabou levando a Bovespa a fechar em queda nesta terça-feira, 24, um dia depois de a agência de classificação de risco Standard & Poor’s anunciar que manteve o rating do Brasil em BBB-, com perspectiva estável. Segundo profissionais de mercado, os ganhos de quase 7% acumulados pela bolsa ao longo da semana passada abriram espaço para que os agentes promovessem um ajuste hoje nas ações.
No fim do dia, o Ibovespa caiu 0,78%, aos 51.506,07 pontos. Durante a sessão, o índice oscilou entre uma máxima de 52.223 pontos (+0,61%) e uma mínima de 51.006 pontos (-1,74%). O giro de negócios totalizou R$ 5,359 bilhões, segundo dados preliminares. Com o resultado de hoje, a Bovespa acumula queda de 0,15% em março e alta de 3,00% no ano.
A bolsa abriu a sessão desta terça-feira em alta moderada, reagindo ao anúncio da S&P, mas o sinal divergente exibido pelas bolsas de Nova York e um movimento de realização de lucros acabou pressionando o mercado doméstico, que passou a oscilar perto da estabilidade logo depois. No fim da manhã, a Bovespa se firmou em queda e bateu mínimas na sessão, conduzida pela alta do dólar no mercado à vista e dos juros futuros, à medida que os investidores acompanhavam uma audiência com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, no Senado.
O dólar teve uma negociação volátil, em meio às dúvidas sobre o futuro do programa de leilões de swaps cambiais do Banco Central. A fala de Tombini no Senado acabou por reforçar o sentimento, visto que desencadeou avaliações divergentes dos participantes do mercado. Durante sua fala, o presidente do BC ressaltou a importância do dólar mais forte para ajustes das transações correntes do País e afirmou que o programa de swap tem atingido plenamente seu objetivo. Ele afirmou também que o BC pode manter posição dos swaps ante reservas por 10 ou 20 anos, mas ressaltou que “não quer dizer que vamos fazer isso”. Segundo Tombini, os leilões não tinham a finalidade de segurar o câmbio em nenhum nível, mas sim que empresas não quebrem ao primeiro “soluço” do mercado.
No setor corporativo, as ações PN da Gol lideraram as baixas do Ibovespa, com recuo de 4,32%, devolvendo os ganhos registrados nos últimos pregões, com a percepção de que o cenário para a companhia segue desafiador.
As ações ON da Vale ficaram no segundo lugar entre as maiores baixas, caindo 3,93% no fim do pregão. Vale PNA perdeu 2,42%. A mineradora foi penalizada por dados da China e pelo cenário para o preço do minério de ferro. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial chinês, medido pelo HSBC, caiu para 49,2 na leitura preliminar de março, o menor nível em 11 meses, de 50,7 em fevereiro, renovando as preocupações com a economia do país.
As ações de empresas exportadoras, como a Embraer, também figuraram entre as maiores quedas, afetadas pelo recuo do dólar. Embraer ON, -3,40%.
Os papéis da Petrobras terminaram com altas de 0,22% (ON) e 0,43% (PN), depois de registrarem volatilidade mais cedo. A Standard & Poor’s manteve o rating da companhia em BBB-, mas revisou a perspectiva da nota para negativa, de estável. Em teleconferência realizada hoje, Luciano Gremone, da equipe de análise da agência, afirmou que a S&P deve levar em consideração eventuais soluções que possam estar sendo trabalhadas antes de alterar os ratings da Petrobras, caso não divulgue seu balanço auditado até 31 de abril. Mais cedo, Gremone tinha afirmado que a companhia poderia perder o grau de investimento se deixar de divulgar seu balanço dentro do prazo previsto.
Posts Relacionados

Momento importante na vida dos pais: a escolha da primeira escola


