A infância é a nossa maior oportunidade de presentear o futuro

Há algo extraordinário na infância: ela acontece uma única vez, mas permanece em nós por toda a vida.

Escrito por: Sabine Baumann2 min de leitura
Reprodução: Revista Metrópole, edição 139

Saiu na Metrópole | Coluna de Janaína Dias publicada na edição 139 da Revista Metrópole (outubro de 2026).

Há algo extraordinário na infância: ela acontece uma única vez, mas permanece em nós por toda a vida.

Cada criança que chega ao mundo traz consigo um universo de possibilidades. E nós, adultos, recebemos um privilégio imenso: participar da construção das primeiras memórias, dos primeiros vínculos, das descobertas e dos sentimentos que ajudarão a formar o ser humano que ela será.

Ser mãe, pai ou educador é muito mais do que cuidar, ensinar ou proteger. É compreender que nossas palavras, nossos gestos, nossas ausências e, sobretudo, nossa presença deixam marcas que atravessam o tempo.

A infância não pode ser reduzida a uma preparação para a vida adulta. Ela já é vida, inteira, pulsante, legítima. É tempo de brincar, imaginar, perguntar, experimentar, errar, recomeçar e descobrir o mundo com o encantamento de quem o vê pela primeira vez.

Mas será que estamos verdadeiramente enxergando nossas crianças? Será que as escutamos para compreender ou apenas para responder? Será que respeitamos seus tempos ou estamos apressados demais em transformá-las naquilo que esperamos que sejam?

Essas perguntas precisam encontrar espaço nas famílias, nas escolas e na sociedade.

É desse lugar que nasce meu desejo de compartilhar reflexões sobre educação e infância. Quero conversar sobre o brincar, os vínculos familiares, a alimentação, o comportamento, os desafios de educar, as escolhas que fazemos e, principalmente, sobre aquilo que nenhuma tecnologia ou metodologia poderá substituir: a presença humana.

Não pretendo oferecer receitas prontas. Quero provocar perguntas, ampliar olhares, aproximar conhecimentos e experiências, construir pontes entre a escola, a família e a sociedade.

Acredito profundamente que educar é um ato de responsabilidade, mas também de esperança. Porque, quando acolhemos uma criança com respeito, sensibilidade e amor, não estamos apenas cuidando de seu presente. Estamos participando da construção de um futuro que talvez nunca cheguemos a conhecer.

E que obra extraordinária podemos deixar ao mundo!

Que este espaço seja um convite para pensarmos juntos sobre a infância que estamos oferecendo às nossas crianças e sobre as memórias que elas levarão de nós.

Porque o futuro que desejamos começa na infância que escolhemos respeitar hoje.

Janaína Dias — Educadora, mãe do Pedro e empreendedora.

Coluna de Janaína Dias na Revista Metrópole
Coluna de Janaína Dias publicada na Revista Metrópole, edição 139 (outubro de 2026)
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