Juros de curto prazo caem com decisão do Copom e longos recuam com exterior
O mercado futuro de juros teve um dia de ajustes após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter decidido manter a taxa Selic inalterada em 14,25% ao ano, na noite de quarta-feira, 20. Com isso, as taxas dos contratos de vencimento curto voltaram a cair nesta quinta-feira, 21, em meio às discussões sobre os próximos passos da política…

O mercado futuro de juros teve um dia de ajustes após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter decidido manter a taxa Selic inalterada em 14,25% ao ano, na noite de quarta-feira, 20. Com isso, as taxas dos contratos de vencimento curto voltaram a cair nesta quinta-feira, 21, em meio às discussões sobre os próximos passos da política monetária. Os vencimentos mais longos também recuaram, influenciados pelo cenário internacional mais favorável ao risco.
A manutenção da taxa básica de juros da economia foi sinalizada pelo Banco Central apenas às vésperas da definição, depois de semanas indicando a necessidade de uma elevação de 0,50 ponto porcentual na taxa. Até o fechamento de ontem, o mercado apostava majoritariamente (83%) em uma alta de 0,25 ponto na taxa, com apenas algumas apostas (13%) na manutenção da Selic.
No início da semana, porém, prevaleciam as apostas na elevação de 0,50 porcentual na Selic, justificadas pelo tom duro dos comunicados do BC, assegurando que a instituição faria o que fosse necessário para conduzir a inflação para a meta (4,5% em 2017). A reunião do presidente do BC, Alexandre Tombini, com a presidente Dilma Rousseff um dia antes da reunião do Copom foi vista, portanto, como sinal de ingerência política nas decisões do BC. Ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não havia necessidade de alta de juros e defendeu medidas de crescimento da economia.
Nesta tarde, a agência de classificação de risco Moody’s avaliou que a decisão do Copom de manter os juros inalterados apoia expectativas maiores de inflação. “A decisão do Banco Central do Brasil de manter os juros inalterados enfatiza a preocupação com o aprofundamento da recessão, mas pode consolidar as expectativas de inflação mais elevada”, comentou o analista sênior de soberano da Moody’s, Samar Maziad.
O cenário internacional mais ameno, com petróleo em alta e maior apetite ao risco, acabou por influenciar a ponta longa da curva a termo. Os contratos mais longos, que chegaram a ter alta de taxa pela manhã, inverteram a tendência à tarde.
Ao final dos negócios no período regular na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para liquidação em abril de 2016 tinha taxa de 14,262%, ante 14,520% do ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2017 projetava 14,885%, de 15,147%. O DI para janeiro de 2018 ficou com taxa de 16,03%, de 16,37% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2021 teve a taxa 16,76%, ante 16,80% do ajuste anterior.
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