Mercado absorve rebaixamento do País pela Fitch e dólar fecha em baixa de 0,47%
Em um dia de intensa alternância entre altas e baixas, o dólar à vista fechou em queda de 0,47%, cotado a R$ 3,800. A principal notícia desta quinta-feira, 15, foi a decisão da agência de classificação de risco Fitch de rebaixar o rating de longo prazo do Brasil de BBB para BBB-, com perspectiva negativa. Na nova classificação, o Brasil…

Em um dia de intensa alternância entre altas e baixas, o dólar à vista fechou em queda de 0,47%, cotado a R$ 3,800. A principal notícia desta quinta-feira, 15, foi a decisão da agência de classificação de risco Fitch de rebaixar o rating de longo prazo do Brasil de BBB para BBB-, com perspectiva negativa. Na nova classificação, o Brasil permanece no nível de grau de investimento, mas no primeiro degrau.
Apesar de a notícia do rebaixamento já ser esperada pelo mercado, o dólar respondeu com alta imediata, atingindo a máxima de R$ 3,875 (+1,49%), na contramão da tendência internacional de desvalorização da moeda americana. A pressão, no entanto, perdeu força ao longo da tarde, quando as cotações passaram a alternar pequenas altas e baixas.
A interpretação dos analistas é de que o rebaixamento em apenas um degrau já estava embutido nos preços do dólar. Além disso, havia em parte do mercado o temor de que a agência pudesse promover um corte de dois níveis de uma só vez, retirando o selo de bom pagador do País, o que não ocorreu.
Com o noticiário político bastante escasso, o mercado acompanhou de perto a divulgação de indicadores econômicos e declarações de executivos internacionais. Nos EUA, houve melhora no núcleo da inflação e redução no número de pedidos de auxílio-desemprego. Mas os dados não foram suficientes para reduzir a percepção de que o Federal Reserve irá adiar a elevação dos juros, alimentada ontem por indicadores fracos e pelo Livro Bege. Com isso, o dólar perdeu valor frente moedas importantes, aumentando o apetite dos investidores estrangeiros pelo risco dos países emergentes.
Em discurso feito pela manhã, Ewald Nowotny, integrante do conselho diretor do Banco Central Europeu, afirmou que o BCE está “claramente descumprindo” sua meta de inflação anual, que é de taxa ligeiramente abaixo de 2%, em meio ao fraco crescimento da zona do euro. Segundo Nowotny, que também é presidente do BC da Áustria, o principal fator por trás da inflação baixa é a “dramática” queda nos preços do petróleo.
“Precisamos de expansão econômica mais forte, que reduza o desemprego e nos traga mais próximos de nosso objetivo de estabilidade dos preços”, concluiu o executivo. As declarações de Nowotny acabaram por reforçar as apostas de adoção de novos estímulos às economias da Europa, beneficiando também ativos de mercados emergentes.
Posts Relacionados

Momento importante na vida dos pais: a escolha da primeira escola


