Taxas abrem de ‘lado’ depois da Moody’s e acompanham vaivém do dólar
Os juros futuros abriram em alta em relação ao ajuste da sessão regular de quarta, 9, mas em baixa na comparação com os ajustes do pregão estendido. A reação à decisão da Moody’s de colocar o rating do País em revisão aconteceu na sessão estendida. As taxas também acompanham o comportamento do dólar ante o real, que demonstra instabilidade…

Os juros futuros abriram em alta em relação ao ajuste da sessão regular de quarta, 9, mas em baixa na comparação com os ajustes do pregão estendido. A reação à decisão da Moody’s de colocar o rating do País em revisão aconteceu na sessão estendida. As taxas também acompanham o comportamento do dólar ante o real, que demonstra instabilidade nesse início de pregão.
Segundo operadores, o anúncio da Moody’s preocupa, mas também há correção em relação a avanços observados na véspera. Os investidores estão no aguardo ainda de novidades políticas. Às 9h39, o DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 15,77%, ante 15,71% no ajuste regular e 15,76% no da sessão estendida. O DI para janeiro de 2021 indicava 15,77% (16,68% no ajuste regular e 15,75% na sessão estendida).
Em entrevista ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado), Mauro Leos, porta-voz da agência de classificação de risco, afirmou que a decisão sobre o rebaixamento para grau especulativo virá em até três meses. Em comunicado, a agência de classificação de risco citou a paralisia política como um dos entraves à melhora da economia.
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), protagonizou na quarta mais uma manobra para suspender o seu julgamento no Conselho de Ética. Em reação, o colegiado anunciou um projeto que pede o afastamento cautelar de Cunha da presidência da Casa. O Conselho se reúne hoje a partir das 9h30.
Já o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a suspensão da comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment de Dilma, afirmou na quarta que irá propor à Corte um rito completo do procedimento para evitar que o mesmo seja questionado no Judiciário.
Operadores e analistas também ficarão atentos às palavras de Alexandre Tombini, presidente do BC, e dos diretores de Fiscalização, Anthero Meirelles; de Política Monetária, Aldo Mendes; e de Regulação, Otávio Ribeiro Damaso, que participam do almoço anual da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em São Paulo.
Mais tarde, o Tesouro Nacional leiloa Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F), além de se propor a resgatar antecipadamente NTN-F.
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