Uma análise do futebol na região

Entra ano, sai ano, a expectativa dos torcedores da região é sempre a mesma: ver as equipes de futebol da cidade em busca do tão sonhado acesso. Na RMVale, hoje são quatro times que buscam sucesso em divisões inferiores do Campeonato Paulista. Os mais tradicionais, São José Esporte Clube e Esporte Clube Taubaté, são os que […]

Escrito por: Meon Redação4 min de leitura
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Entra ano, sai ano, a expectativa dos torcedores da região é sempre a mesma: ver as equipes de futebol da cidade em busca do tão sonhado acesso. Na RMVale, hoje são quatro times que buscam sucesso em divisões inferiores do Campeonato Paulista. Os mais tradicionais, São José Esporte Clube e Esporte Clube Taubaté, são os que enfrentam mais dificuldades. Dívidas e a falta de patrocínio são os principais responsáveis pela má fase vivida pelas agremiações.

O São José passa por uma situação mais delicada. Pelo Campeonato Paulista da A2, a Águia do Vale faz a pior campanha desde que retornou para essa Série, em 2007. São quatro derrotas em quatro jogos – incluindo uma goleada por 4 a 0, diante do Velo Clube, no Estádio Stravos Papadopoulos, a casa joseense nessa temporada. Nos últimos oito anos, o pior começo foi no Paulista de 2012, quando foram três empates e uma derrota.

Neste domingo, o time de Ruy Scarpino terá outra pedreira pela frente, o Mirassol –fora de casa-, e uma vitória é fundamental para dar início a uma recuperação no Campeonato. Em caso de derrota, acredito que nem toda experiência e nem todo currículo que tem no futebol, seguram Ruy Scarpino à frente da equipe.

O Esporte Clube Taubaté faz 100 anos em 2014. Para montar um grupo forte no centenário, a diretoria do Burro da Central não mediu esforços. Trouxe o meia Luciano Henrique, que iniciou a carreira no Taubaté, e teve passagens por Santos, Internacional, e Sport Recife, no qual foi campeão da Copa do Brasil, em cima do Corinthians. O técnico João Abelha assumiu o comando da equipe. Tudo ia bem, até que a dez dias da estreia, o comandante abandonou o barco. Com salários atrasados, João Abelha pediu demissão. Mas a preocupação deu lugar a euforia.

Paulinho McLaren aceitou o convite, ídolo da torcida, trouxe confiança ao grupo. Resultado: estreia com goleada sobre o Santacruzense, por 4 a 0. Depois, um empate em 1 a 1 com o Noroeste, em Bauru, e hoje é a vez de mostrar toda força diante do Independente de Limeira, em casa. Um começo promissor, mas que não pode ficar manchado com atrasos de salários e falta de estrutura para os atletas.

Guaratinguetá e São José dos Campos Futebol Clube vêm em direção contrária. O time do fundo do vale foi o único representante da região em campeonatos nacionais nos últimos seis anos. Em 2014, mais uma vez disputa um nacional –a Série C do Brasileiro. Mas a última mudança de direção pode ser fatal para o futuro do Tricolor do Vale. O principal investidor, Sony Douer, colocou o time à venda, no fim do ano passado.

Quem assumiu a responsabilidade foi Mario Augusto Nunes, o fundador do Guaratinguetá Futebol, em 1998. Mas, sem caixa, sem patrocínio e sem atletas, se viu obrigado a convidar empresários para gerenciarem o futebol. O resultado não é nada bom. No Campeonato Paulista da Série A2, até agora, em quatro jogos, foram uma vitória, um empate, duas derrotas e a 16ª colocação na tabela.

Já o São José FC disputa o Campeonato Paulista da Série A3 pelo segundo ano, porém, o primeiro com o novo nome. Para ter mais familiaridade com o município, a direção, do então Clube Atlético Joseense, resolveu não só mudar o nome, mas também o escudo e as cores do time. O preto e o amarelo deram lugar ao azul e branco. E, diferente do São José EC, o FC teve um início de ano melhor.

Depois de uma pré-temporada impecável –com uma vitória por 2 a 0 para a Ponte Preta, em Campinas- a equipe comandada por Rafael Guanaes empatou na primeira rodada (0 a 0 contra o Cotia) e depois goleou o América de Rio Preto, por 4 a 0. Hoje, contra o Juventus na capital, pode mostrar a que realmente veio a competição.

Expectativas
Caso nada seja feito, as chances de Guará e São José EC lutarem contra o rebaixamento serão enormes. As duas equipes foram as últimas representantes da região na principal divisão do estadual (Guará em 2012 e São José em 1999). Pouco para o Vale do Paraíba, que merecia sim ter um time de destaque entre as principais forças do interior.

Já São José FC e Esporte Clube Taubaté lutam para estar na A2 em 2015. O começo é promissor, resta saber como vão se comportar nas próximas rodadas, que serão fundamentais para definir os objetivos de cada time na competição.

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