A Los Angeles cada vez mais descolada e ligada em tendências

Cidade meio cafona, com excesso de maquiagem e restaurantes

Escrito por: Adriana Moreira4 min de leitura
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Arts District
Uma região de indústrias, repleta de galpões, vem dando espaço para lofts, cervejarias, lojas colaborativas e restaurantes naturebas como o The Springs, com sucos energéticos e petiscos veganos. Caminhar por ali é se deparar com muitos ciclistas e imensos murais grafitados.

O Guerilla Atelier tem esse espírito. A loja, com roupas e objetos de decoração, vende coleções de estilistas locais e tem um espaço de exposições. Não espere pechinchas. Para acessórios e roupas com estilo, mas mais em conta, o Arts District Co-op tem estandes de expositores variados.

Bares que fabricam a própria cerveja são a sensação na vizinhança. Um dos points clássicos é o Angel City Brewery, que não vende comida e tem sempre um food truck parado em seu estacionamento. Recém-inaugurada, a Iron Triangle tem decoração clean e tonéis imensos na entrada. Proposta bem diferente da Arts District Brewing Co., cheia de mesas de jogos coloridos e barulhentos. Nas três, a maior parte dos rótulos custa US$ 7.

Sunset Boulevard
Ao longo de seus 35 quilômetros, a Sunset Boulevard muda bastante de perfil – na altura do número 3.500 ela é hipster. Nas manhãs de sábado, restaurantes como o Trois Familia, no 3.510, ficam lotados para um brunch com os amigos. Aberto só até as 14 horas, tem como um dos donos o chef-celebrindade Ludo Lefebvre e cardápio inspirado nas culinárias francesa, mexicana e californiana. O espaço é pequeno e as filas, grandes. Os pratos têm preço médio de US$ 11.

Siga caminhando até a Vacation Vinyl, no 3.815, e se perca em uma infinidade de LPs e fitas cassete. No 3.910, o Bar Keeper é para quem não dispensa um drinque: repleto de acessórios criativos, copinhos bacanas e bebidas do mundo inteiro. Até chegar ao Inteligentsia Coffee, no 3.922, há butiques, brechós e restaurantes simples e atraentes. No Inteligentsia, os grãos selecionados vêm do mundo inteiro: Ruanda, Bolívia ou Carmo de Minas, aqui no Brasil.

Comer e beber
Os rooftop bars – bares localizados no alto dos prédios de Downtown – são os novos queridinhos de Los Angeles. O do Standard Hotel não cobra entrada até às 19 horas e é bem disputado – hóspedes são sempre VIPs (diárias desde US$ 215) e não pegam filas. O Perch é um bistrô francês refinado, com preços entre US$ 20 e US$ 30 que exige reserva. Mas você pode apenas sentar no bar, pedir um drinque e curtir a vista.

Com serviço do café da manhã ao jantar, o Tart, no Farmer’s Daughter Hotel, tem ambiente informal e menu criativo. Os camarões na brasa com quiabo, guisado de milho e ovo com gema mole (US$ 15) vão bem com uma cerveja. De sobremesa, peça o pudim de pão com banana brulée, nutella e sorvete (US$ 7) e me agradeça depois. Para petiscar ou jantar com amigos em clima de balada, o Cleo, no Redbury Hotel, despacha pedidos fabulosos do bar (como o Mojito com gengibre, US$ 15) e da cozinha (kebabs variados a US$ 8 cada).

Chinatown
Penduricalhos de qualidade duvidosa, lembrancinhas baratas, restaurantes típicos. Chinatown é tudo isso e mais montanhas de turistas misturadas com moradores que passam apressados, temperos, casas de chá, templos, cores, cheiros. O ponto mais turístico é o Chinatown Central Plaza, mais arrumadinho e fotogênico, onde ocorrem eventos gratuitos, como o Chinatown Summer Nights, nas noites de verão, com música e comidas típicas.

Olvera St.
Reduto mexicano, a rua faz parte do Pueblo, área mais antiga da cidade. Ali são vendidas comidas, roupas e lembrancinhas típicas – prove os burritos do Cielito Lindo e visite a Igreja de Nuestra Señora Reina de Los Ángeles, de 1814.

Little Tokyo
Reduto cultural da comunidade japonesa, cheio de bons restaurantes. Entre os mais disputados, o Sushi Gen tem filas na hora do almoço e o Daikokuya é o paraíso para quem ama lámens.

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