Alimentação nua e “Crua”
Como nos dias atuais com falta d’água, aumento do preço da energia que é gerada na maioria dela por Hidroelétrica, proveniente da água, ter uma alimentação que caminhe com a consciência da economia dela, a água? Simples, o crudivorismo (Raw Food). Com ele, além da ingestão quase que total dos nutrientes e enzimas de todos […]

Como nos dias atuais com falta d’água, aumento do preço da energia que é gerada na maioria dela por Hidroelétrica, proveniente da água, ter uma alimentação que caminhe com a consciência da economia dela, a água? Simples, o crudivorismo (Raw Food).
Com ele, além da ingestão quase que total dos nutrientes e enzimas de todos os alimentos, não se utiliza água em seu preparo, pois não necessita de cozer nenhum alimento, é ingerido na sua forma mais natural, o alimento cru.
Também não quer dizer, necessariamente, que se comam apenas alimentos crus. Existem processos de preparação que quase não causam perda de nutrientes, como a desidratação dos alimentos.
A alimentação crudívora, também chamada de “alimentação viva” ou “comida viva”, é uma forma de alimentação baseada em alimentos crus, fruta fresca ou seca (desidratada), vegetais, sementes, grãos germinados ou brotos como o trigo, arroz, cevada, centeio, aveia, lentilha, grão de bico, ervilha, alfafa e algas.
Crudívoros também costumam comer pequenas quantidades de sal em alimentos fermentados ou sais de melhor qualidade, além de óleos prensados a frio. Diferentemente dos frugívoros, que comem apenas frutas e folhas e não utilizam condimentos.
Preza pela comida vegetariana/vegana, orgânica em sua maior parte, não cozida, onde os alimentos estão no seu estado natural, sem serem processados e refinados. É baseada no conceito de que as altas temperaturas destroem os nutrientes e os fitos químicos, que são fundamentais para a saúde. Esse tipo de alimentação regula o corpo, restabelece as funções fisiológicas e equilibra o terreno biológico, principalmente naquilo que diz respeito à saúde do sistema imunológico e nervoso.
Os alimentos crus são ricos em enzimas. As enzimas são os incansáveis trabalhadores que levam os nutrientes às nossas células.
Podemos dizer que a alimentação crua é uma alimentação enzimática. Segundo a teoria crudívora, ao cozermos os alimentos (a partir de +- 40°C), destruiríamos as enzimas. Se comermos alimentos crus, evitaríamos a destruição das enzimas que a comida contém, facilitando assim a digestão e evitando gastar as nossas próprias reservas.
Segundo o Dr. Edward Howell (um dos principais e o primeiro pesquisador das enzimas), a falta de enzimas na comida cozida é ainda uma das maiores razões do envelhecimento e morte precoce. É ainda a causa subjacente da maior parte das doenças.
Se o nosso corpo está ocupado com a digestão de alimentos cozidos e a produção de enzimas para a saliva, suco gástrico, suco pancreático e sucos intestinais, então terão de diminuir a produção de enzimas para outros propósitos. Quando isto acontece, então como poderia o corpo produzir enzimas para o trabalho do cérebro, coração, rins, músculos e os outros órgãos e tecidos?
Esta falta de enzimas ocorreria na maioria da população mundial dos países civilizados que se alimenta de comida cozida. Inclusive os animais domésticos alimentados cada vez mais de forma artificial e com alimentos cozidos sofreriam das mesmas doenças que nos atacam.
Por incluir todos os vegetais, sementes germinadas, alimentos fermentados, orgânicos, a alimentação viva tem capacidade de fornecer uma gama de nutrientes e supernutrientes que uma alimentação convencional. Além de prevenir e ajudar no tratamento de doenças como câncer, diabetes, depressão, doenças cardiovasculares, hiperatividade, déficit de atenção, esclerose.
Regula o terreno biológico e a bioquímica. Além de fazer o sistema digestivo funcionar melhor, as bactérias intestinais são trocadas, o sistema imune é fortalecido, desintoxica o fígado e aumenta todas as vias de excreção de substâncias tóxicas do corpo. Fornece gorduras, vitaminas, minerais, enzimas e a água que o corpo tanto necessita.
Segunda a nutricionista, chef de cozinha e instrutora de Raw Food, Juliana Rocha, podemos numerar 10 benefícios da alimentação “viva”:
1 – Vitaminas e fito nutrientes – Previne doenças crônicas e melhora a função celular.
2 – Rica em clorofila – Substância presente em todas as plantas, de coloração verde, que, no homem, tem a capacidade de melhorar a circulação, fazer a oxigenação celular e é riquíssima em magnésio, que atua no processo de equilíbrio ácido básico do corpo.
3 – Enzimas – Ter uma alimentação rica em enzimas vegetais faz o corpo funcionar melhor e proporciona aumento de energia e melhora na digestão.
4 – Água – É capaz de hidratar muito mais o nosso sistema justamente por ser rica em vegetais. A água contida nos alimentos tem ligação químicas diferentes e, portanto, tem melhor absorção celular.
5 – Gorduras – A alimentação viva traz ao corpo os melhores óleos da natureza necessários para o funcionamento celular, melhorando funções neurológicas, prevenindo doenças inflamatórias. Não usamos gorduras saturadas, somente óleos de coco e de abacate, o próprio abacate, azeite de oliva, sementes de chia e linhaça, nozes e macadâmias. Todos esses óleos, com exceção do de coco, são sensíveis ao cozimento. Por esse motivo, sempre devem ser consumidos crus.
6 – Equilíbrio ácido básico – A alimentação viva é totalmente alcalina, gerando a condição ideal para o sangue e, portanto, para o funcionamento celular.
7 – Frutas – Ricas em vitaminas fornecem o sabor doce a muitos pratos, além de saciarem o paladar.
8 – Superalimentos verdes – Todas as folhas, assim como clorofila e spirulina, são riquíssimas em minerais e proteínas.
9 – Grãos – Por diversas razões antinutricionais são consumidos com moderação, como a presença do glúten, por exemplo. Recomenda-se em baixas dosagens. Costumo indicar trigo sarraceno, trigo em grãos, grão de bico e lentilha. Sempre deixados de molho por 8 horas, escorridos e germinados ou desidratados até 60 graus.
10 – Antienvelhecimento – Isso ocorre pela restrição calórica que ocorre naturalmente com a alimentação viva.
Com isso podemos chegar a uma conclusão muito rápida, óbvia e clara, realmente o peixe morre pela boa. Não adianta dizer que pensa na sustentabilidade e querer fazer coisas para a melhoria do grande problema de falta d’água que estamos presenciando e vivendo na atualidade, se não mudarmos de verdade tudo que possa envolver o consumo da água.
Temos sim de fechar torneiras, não desperdiçar água lavando carros e calçadas, mas vermos que o que mais fazemos é comer, pois necessitamos disto para nossa sobrevivência, e nisto pode estar o maior consumo e desperdício da água potável do planeta. Não custa pensar um pouco e mudar, pois hoje se faz necessário, e no fim, notaremos que além de ajudar o planeta, estaremos nos ajudando evitando doenças e nos propiciando melhor qualidade de vida. Pensem muito bem antes de colocar qualquer coisa na boca.
Qualquer duvida, esclarecimento e para um bom bate papo, meu e-mail é: [email protected]. Abraços e até a próxima. Igor Bakos.
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