Anette e Soren Priess Gade trazem clássicos do futuro na decoração
Em um showroom conceitual, recém-inaugurado no Brooklin, em São Paulo, mais de 30 marcas da Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia desenham um painel bastante consistente do design nórdico de todos os tempos. Da fase áurea, nos anos de 1950, aos dias de hoje, quando escandinavos voltam a marcar presença nas feiras internacionais. “Nosso design é simples, inspirador, atemporal”, declara a dinamarquesa Anette Priess Gade, que, ao lado do marido, Soren, dirige a Scandinavia Designs, tema desta entrevista para o Casa.


Anette e Soren Priess Gade em showroom em São paulo
Divulgação/Flickr
Em um showroom conceitual, recém-inaugurado no Brooklin, em São Paulo, mais de 30 marcas da Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia desenham um painel bastante consistente do design nórdico de todos os tempos.
Da fase áurea, nos anos de 1950, aos dias de hoje, quando escandinavos voltam a marcar presença nas feiras internacionais. “Nosso design é simples, inspirador, atemporal”, declara a dinamarquesa Anette Priess Gade, que, ao lado do marido, Soren, dirige a Scandinavia Designs, tema desta entrevista para o Casa.
O que motivou vocês a virem para o Brasil comercializar aqui o design escandinavo?
Anette Priess Gade: Basicamente, viemos em busca de novas aventuras. Éramos uma família com crianças pequenas e nos agradava a ideia de experimentar viver em uma cultura diferente, aprender uma nova língua. Sempre trabalhamos com vendas e marketing. Combinamos essa vocação com bons contatos na indústria do design e partimos para nosso próprio negócio. Estávamos convencidos de que o Brasil era o lugar.
Como o consumidor brasileiro vem reagindo ao produto escandinavo desde então?
Soren Priess Gade: Construir uma marca do zero leva tempo em todos os lugares do mundo. O Brasil não é exceção. Mas nos sentimos privilegiados no sentido de que contamos com produtos extraordinários. O design escandinavo tem tudo a ver com contar histórias, com pesquisar e encontrar o material mais adequado para cada situação e com alta qualidade artesanal. O brasileiro ama a simplicidade de nosso design. Quando percebe a riqueza de detalhes por trás de cada projeto, é paixão à primeira vista.
Muito ainda associam o design escandinavo aos anos de 1950, momento de consagração internacional para os designers e empresas locais. O que há de novo hoje?
Anette: Acredito que existe uma nova geração que, mesmo sem se dar conta, está criando os clássicos do futuro. Existe ainda uma forte conexão com o trabalho de designers como Alvaar Alto, por exemplo, que era de vanguarda em seu tempo. Não no sentido do culto puro e simples. Mas de avançar nas técnicas de fabricação e encontrar usos inovadores para os materiais, tal como faziam os antigos mestres.
Soren: Na semana passada, em um concurso internacional, a poltrona In Between Chair, projeto do sueco Sami Kallio e fabricada pela Danish & Tradition, foi eleita, por um júri de mais de 22 mil votantes, o móvel mais inovador em sua categoria. Não me parece pouca coisa.
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