Artista de Jacareí revela trabalhos que vão “do terror à sexualidade”
Autodidata, Denise Hellena expõe obras de fotografia que exploram o inconsciente


Autodidata, artista procura expor sentimentos nas obras
Denise Hellena/Arquivo Pessoal
“Se a arte passa indiferente, ela não atingiu seu ponto”. É o pensamento de uma artista que procura não apenas o reconhecimento e opiniões positivas, mas sim se mostrar de dentro para fora e de alguma maneira mexer com o senso crítico das pessoas.
Essa é Denise Hellena, fotógrafa, designer gráfica e artista plástica de Jacareí. A autodidata começou a carreira com foto colagens e hoje exerce a função de “filmaker” na Oversonic Music. Suas obras têm influência dos filmes de terror e suspense, da espiritualidade e da sexualidade. Realizou algumas exposições em São Paulo, Curitiba, São José dos Campos e já trabalhos reconhecidos internacionalmente.
Desenvolveu materiais gráficos para bandas e grandes gravadoras como FNM – Universal Music, Som Livre, EMI. Em entrevista ao Meon, ela explica um pouco mais sobre seu universo. Na galeria estão as produções de que mais se orgulha.
Qual a essência do seu trabalho e o que busca mostrar às pessoas?
A essência do meu trabalho é a libertação, catarse. Tudo que vivencio e fica alojado no meu inconsciente pedindo para sair. Seja temas místicos, nudez, morte e renascimento, quero me enxergar em um espelho sincero. Nunca pensei sobre o que vou mostrar para as pessoas, essa pergunta é até inexistente, mas gosto de expor o que faço, dar cara a tapa e, claro, quando alguém gosta, me sinto muito feliz. Mas se alguém não gosta a ponto de me xingar, também me sinto feliz, porque vi que a arte cumpriu a sua função, se ela passa indiferente, ela não atingiu o seu ponto.
Como e quando começou a trabalhar com produções artísticas?
Faz tanto tempo que não me lembro exatamente o ano, entrei em uma banca e comprei Capas na Areia do Dave Mckea (ilustrador do Sandman) e fiquei maluca com toda aquela arte que pulava aos meus olhos, parecia que o cara acordava dos seus pesadelos e ia ilustrar de uma maneira fantástica, surreal. Instalei o Photoshop, busquei fotos em banco de imagens e comecei a tentar fazer algo. A partir daí quis comprar uma câmera fotográfica para ter o meu próprio banco de imagens. Apesar disso nunca pensei em me tornar uma fotógrafa. Isso foi acontecendo por acaso.
Um ponto da carreira que almeja?
Trabalho há anos, fotografando, filmando e também como designer gráfico. Além de frilas para foto de moda, book, evento… Como artista independente, tenho meus projetos autorais, pretendo dar workshop, porque alia duas coisas que aprecio, produzir e ter contato com pessoas que como eu, gostam de criar.









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