Artistas criam grupo de discussão por Instituto de Artes na Unifesp São José
Artistas, pedagogos e agentes culturais de São José dos Campos iniciaram um grupo de discussões para criação de um Instituto de Artes em São José dos Campos. O objetivo é anexar cursos de graduação em artes ao campus São José da Unifesp.


Grupo defende criação de Instituto de Artes na Unifesp em São José
Divulgação/Foto Ilustrativa
Artistas, pedagogos e agentes culturais de São José dos Campos iniciaram um grupo de discussões para criação de um Instituto de Artes em São José dos Campos. O objetivo é anexar cursos de graduação em artes ao campus São José da Unifesp.
A iniciativa é uma ramificação da campanha pela expansão do campus, iniciada em março. Com participação de entidades classistas, políticos, comunidade e a própria diretoria da Unifesp SJC, o movimento pressiona o MEC (Ministério da Educação) a incluir na universidade cursos voltados às áreas de humanas.
No dia 14 de abril, em audiência pública realizada na Câmara para discutir a questão, a maioria dos participantes ouvidos colocou como prioridade a construção de um Instituto de Artes no campus.
O projeto de reunir um grupo para debater o assunto ainda está no início. O primeiro encontro reuniu cerca de dez pessoas e aconteceu no dia 30 de abril.
“Neste primeiro momento, ainda estamos definindo quais pessoas e instituições podem colaborar com a iniciativa para enviarmos os convites. Depois disso, vamos começar a discutir as diretrizes do projeto e definir as pautas das reuniões”, afirma.
Mesmo sem uma agenda definida, Marcelo adianta que o grupo vai ter como modelo outros institutos em atividade, como o da Unicamp (Universidade de Campinas).
“Além disso, também é consenso de que queremos cursos que instiguem a reflexão do novo e não se atenham somente à cultura tradicional da região”, comenta.
Espaço Cultural
De acordo com Marcelo, durante a audiência do dia 14, foi levantada a possibilidade de que a FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo) abrisse um espaço dentro do campus. Apesar de não atender à demanda de cursos superiores, o objetivo seria levar ao ambiente acadêmico uma vivência cultural, com oficinas e exposições artísticas.
Entretanto, a possibilidade foi rechaçada pelo presidente da FCCR, Alcemir Palma. A falta de funcionários suficientes é a justificativa apresentada. “Entretanto, podemos contribuir levando atividades culturais ao campus. O local pode participar de apresentações como o Festidança e o Festivale, por exemplo. Além de abrigar algumas exposições artísticas. Vamos ajudar em tudo o que tiver ao nosso alcance”, diz.
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