Balé da Cidade: patrimônio de Taubaté sem apoio e dinheiro
Às vésperas de completar oito anos de existência, o Balé da Cidade de Taubaté deveria ter, em tese, o que comemorar. A companhia foi declarada patrimônio cultural da cidade pela Câmara de Vereadores em fevereiro deste ano e a nova classificação foi integrada à Lei Orgânica do Município.


Diretora Alexandra Luppi: “estrutura para ensaios beira o precário”
Reprodução/Facebook/Balé da Cidade de Taubaté
Às vésperas de completar oito anos de existência, o Balé da Cidade de Taubaté deveria ter, em tese, o que comemorar. A companhia foi declarada patrimônio cultural da cidade pela Câmara de Vereadores em fevereiro desse ano.
Sendo patrimônio da cidade, o Balé, antes um projeto e agora uma entidade mantida pela prefeitura, teria mais possibilidades em receber investimentos da administração pública. “É uma honra ser patrimônio da cidade, mas até agora a prefeitura não apresentou nenhum projeto para a gente”, afirma Alexandra Luppi, diretora do Balé.
As reclamações são recorrentes desde o começo do ano, pelo menos. De acordo com Alexandra, “a estrutura é bem básica, beira o precário”. Os ensaios acontecem na sala do Sedes (Sistema Educacional de Desenvolvimento Social). “Não tem espelho para ensaiar e são poucas as luminárias, às vezes temos que treinar no escuro”, conta Alexandra. A professora também pede um aumento nos salários dos integrantes da companhia.
O Balé tem 19 funcionários que trabalham das 9h às 15h, ensaiando e participando de aulas. 14 deles são bailarinos que recebem R$ 2.500 por mês e foram contratados por concurso público. Ainda existem os eventuais que ganham R$ 1.500 e os estagiários têm salário de R$ 750.
“Eles [os integrantes] precisam de assistência médica e bons salários para que possam trabalhar com tranquilidade”, aponta Alexandra. “Eles não são estudantes, são profissionais”. A coordenadora da companhia lembra que a produção e cenografia do próximo espetáculo “Qorpo-Santo” não tiveram auxílio financeiro e foram reformadas de outras apresentações.
Segundo Alexandra, uma forma de receber mais investimentos seria transformar o Balé em uma OS (Organização Social) que iria terceirizar a contratação dos funcionários ou por meio da Lei Rouanet que procuraria o aporte financeiro de capital privado, mas para a diretora do Balé, “as empresas não estão interessadas até o momento”.
Além de apresentações nacionais e internacionais, o Balé da Cidade de Taubaté dá aulas no Sedes da cidade para 80 crianças de 10 a 12 anos pelo projeto “Artista do Futuro”, da prefeitura.
Outro lado
A Secretaria de Turismo e Cultura de Taubaté, junto com os integrantes do Balé da Cidade e a Secretaria dos Negócios Jurídicos e de
Administração e Finanças, divulga, em nota, que está estudando “as melhores possibilidades para que o grupo seja desenvolvido”. A pasta avalia “a criação de uma OS para emancipação do corpo de baile e isso inclui a possibilidade de captação e obtenção de recursos de fontes diversas”.
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