Chapéus voltam com tudo e são atração em Campos do Jordão
Item obrigatório no vestuário entre os anos de 1920 e 1950, os chapéus voltaram com tudo após um longo período no ostracismo. A busca pela elegância do assessório faz com que atualmente compradores cheguem a gastar até R$ 1.500 em uma peça.


Modelos inspirados nos anos 1920 e 1930 são os mais procurados
Flávio Pereira/Meon
Item obrigatório no vestuário entre os anos 1920 e 1950, os chapéus voltaram com tudo após um longo período no ostracismo. E chegam a Campos do Jordão.
Nesta temporada, a chapelaria The Hatter, que é de São Paulo, está com um estande no shopping Market Plaza. O período normalmente é um termômetro da popularidade do acessório entre os clientes.
“É a sétima temporada seguida que monto o estande no shopping. A cada uma delas, o interesse das pessoas pelos chapéus aumenta. Este ano a expectativa é a melhor possível, já que a tendência é de que o acessório caia cada vez mais no gosto das pessoas”, prevê o dono da chapelaria e designer de chapéus, Giuliano Branco.
Na chapelaria, o modelo mais barato custa R$ 200 e o mais caro chega a R$ 1500. A qualidade dos produtos e a exclusividade dos modelos são condicionantes para o preço. Branco explica que a arte de fazer chapéus é artesanal e deve ser valorizada.
“Muita gente assusta um pouco com o preço, mas é preciso considerar que quando a mão de obra é artesanal, uma única peça pode demorar o mês inteiro para ser confeccionada”, diz.
Outro fator que encarece as peças é a dificuldade de encontrar materiais de qualidade. A maioria do que é utilizado vem do exterior, o que dificulta ainda mais o ofício do designer de chapéus.
“Feltros com melhores pelos, materiais para armação e outras matérias-primas finas não encontramos no Brasil. Por isso, muitos modelos contam com materiais vindos de diversas partes do mundo”, afirma.
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