Dubrovnik revela seu infinito particular e recompensador
Dubrovnik devolve os visitantes de uma tarde – aqueles que chegam em cruzeiros e têm de ir embora no mesmo dia – eufóricos e falantes, mas tem recompensas mais polpudas para quem se hospeda sem pressa por lá.


A mais de mil anos de história de Dubrovnik é um museu vivo
Divulgação/Croatia.hr
Dubrovnik devolve os visitantes de uma tarde, aqueles que chegam em cruzeiros e têm de ir embora no mesmo dia, eufóricos e falantes, mas tem recompensas mais polpudas para quem se hospeda sem pressa por lá.
Por exemplo, a happy hour no rochedo espetado de guarda-sóis do Buza II, um breve espaço entre a muralha sul da cidade e o Mar Adriático. O bar recebe sol até o último minuto do dia de Dubrovnik, assim como sua outra unidade, perto dali.
Ou a recompensa de andar pelas ruas históricas mais tarde, no horário de recuo da maré turística, e provar rótulos croatas no bar de vinhos Malvasija (Dropceva, 4). Dicas de uma restauratrice local: Dinga, Postup, Plavac Mali (tintos) e Posip (branco).
Vista do teleférico ou do alto das muralhas, a cidade parece facilmente apreensível e quase todas suas atrações concentradas em Placa, a larga rua principal. No fim, a vista panorâmica não revela o infinito particular de Dubrovnik.
Lá embaixo, as vielas são mais inclinadas, labirínticas e numerosas do que prometem, aparentemente se inventando durante a sua caminhada. Surgem um comércio e um cotidiano mais locais. Surge a viela gastronômica Prjeko, que decidi considerar a mais bonita da Croácia. Surge a porta isolada que dá entrada para o Buza.
Nem pense em não caminhar também pelas muralhas, de qualquer maneira. São dois quilômetros passando pelo sistema de bastiões, casamatas, fortalezas e 14 torres quadradas enquanto se vê a cidadela de uma altura de até 25 metros. Somam 1,2 mil as pessoas que moram ali dentro.
Dubrovnik está protegida desde o século 13, quando se livrou de Veneza e dela se tornou rival marítima, até declinar comercialmente, sofrer um terremoto em 1667 e cair, em 1808, nas mãos de Napoleão. Nesses séculos todos foram erguidas muitas das fontes, igrejas e palácios que vemos hoje.
Em 1991, na Guerra da Independência, o exército iugoslavo sitiou e bombardeou essa belezura. Um ressentido mapa em uma das entradas da cidade indica os muitos pontos danificados e depois recuperados. Hoje, crianças nativas jogam futebol usando os arcos do Palácio Sponza como trave, enquanto turistas cruzam o campo imaginário – a bem da verdade, o jogo só era possível porque ainda não era verão. Dubrovnik, além de cidade mais linda da Croácia, é também a mais visitada.
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