Escolha do piso deve considerar o efeito desejado
É grande o leque de opções que deve considerar o efeito desejado


Quarto com piso laminado que imita madeira em quarto assinado pela arquiteta Patricia Duarte
Divulgação
Antes de pensar em móveis e objetos para decorar a sua casa, olhe para o chão. Literalmente. A escolha do piso é capaz de alterar por completo a aparência de qualquer ambiente, seja ele rústico ou moderno. Madeira, porcelanato, laminados. O leque de opções é vasto e hoje, tudo depende muito mais do efeito que se pretender criar do que do tipo de ambiente em questão. Conheça as sugestões de profissionais para cada espaço da casa:
COZINHA
A unanimidade entre os profissionais são os revestimentos cerâmicos ou os porcelanatos. A vantagem desta última opção é a possibilidade de rejuntes mais finos, uma vez que, após a aplicação, as peças quase se encostam, gerando menos sujeira entre elas e, consequentemente, incomodando menos.
Segundo o arquiteto Gustavo Calazans, uma outra alternativa, embora mais cara, é o granito. “O porcelanato quase não absorve, não há problema se cair gordura, por exemplo. O granito, se for claro, pode manchar”, diz.
No caso da cozinha integrada à sala, os cenários são diferentes. É possível utilizar piso de madeira, mas com algumas ressalvas. “Se houver um vazamento, a madeira empena”, diz Calazans. Ele cita o porcelanato que imita madeira como uma opção viável.
Nos dois casos, porém, a limpeza do piso deve ser feita com um pano úmido ou com produto natural. Esqueça a tradição de jogar água em toda a extensão da área. A ideia é ultrapassada e não é recomendável para manter o chão limpo. “A pessoa lava na tentativa de limpar mas acaba deixando o rejunte sujo. Ele absorve água, não seca e a pessoa já lava de novo”, diz Calazans.
SALA
Ao contrário da cozinha, que apresenta mais restrições, na sala o que deve prevalecer é o gosto do cliente. O favorito entre os profissionais é o piso de madeira. Gustavo aponta que o material é o que tem a melhor qualidade térmica e acústica, com uma temperatura constante. Ou seja: mesmo em épocas frias, não provoca sensação incômoda na hora de pisar descalço.
Professor do curso de arquitetura da Faap, Roberto Fialho considera que o piso deva variar em função do tipo de ambiente que o proprietário quiser criar. “Geralmente é um piso mais quente. O frio é para uma sala mais despojada, como em uma casa de praia. No apartamento, o ideal é usar madeira ou laminado”.
QUARTO
Área mais íntima da casa, por aqui o que deve predominar é o bem-estar do proprietário. Por isso mesmo, não precisa, necessariamente, ter o mesmo piso da sala. Os mais recomendados são os pisos de madeira ou laminado, mas desde que atendam aos desejos do morador. O porcelanato, por exemplo, pode agradar em lugares mais quentes, mas não em cidades onde a temperatura cai mais.
BANHEIRO
Entre os pisos, o porcelanato parece ser o que menos ressalvas apresenta em relação ao ambiente úmido. Para evitar sujeiras entre as peças, pode-se optar pelo rejunte de epóxi, que quase não mancha e é resistente. O mármore é outra opção. Apesar de ser um piso sensível, ele costuma funcionar bem em ambientes mais sofisticados. Por fim, uma recomendação para quem quiser usar pastilhas: elas não devem ser aplicadas no box, uma vez que o rejunte é prejudicado pelo excesso de água.
VARANDA
Para quem tem uma varanda fechada, ela pode ter o mesmo piso da sala, como madeira, por exemplo. Varandas que sofrem com interferências externas já seguem outras recomendações: o ideal é que o piso seja de cor mais escura, uma vez que a área pode sujar bastante. O porcelanato retorna como uma opção indicada para o local.
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