Fotógrafo explora o incomum das ruas de São José dos Campos

A rua é o estúdio do fotógrafo Vinicius Moreira. Seus modelos, aqueles que fazem parte daquele ambiente. A realidade de um cotidiano que muitas vezes passa despercebida é retratada pelo mineiro de Betim e radicado joseense do bairro de Monte Castelo. A sombra de um cemitério, a calada da noite em frente uma borracharia, manequins pelados expostos ao sol. Para a fotografia de Moreira, a realidade é maior que a ficção.

Escrito por: Renan Simão2 min de leitura
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A rua é o estúdio. Os modelos são os que passam por aquele determinado ambiente. A realidade de um cotidiano que muitas vezes passa despercebida é retratada pelo fotógrafo Vinicius Moreira, mineiro de Betim e radicado joseense no bairro de Monte Castelo, zona central da cidade.

A sombra de um cemitério, a calada da noite em frente uma borracharia, manequins pelados expostos ao sol. Para a fotografia de Moreira, a realidade é maior que a ficção.

“Não importa onde esteja, a minha câmera vai junto. Não tem um roteiro. A coisa é sair e estar atento ao improvável do dia-a-dia”, afirma o fotógrafo de 29 anos que, neste ensaio, registrou espaços urbanos de São José dos Campos, Paraibuna e Guararema.

Para Moreira, uma boa foto é aquela que vem com uma importante bagagem cultural. “Todo retrato é um auto-retrato”, cita Márcio Scavone, reconhecido fotógrafo e autor do livro “Luz Invisível”, uma coleção de retratos -muitos deles em preto e branco, recurso predileto do fotógrafo.

“Sou muito influenciado pela geração mais antiga da fotografia, Henri Cartier Bresson, Vivian Maier, entre outros. A imagem sem a presença das cores oferece uma maior percepção nas formas, expressões e tonalidades. O olho se concentra na imagem como um todo. É como entrar em uma nova dimensão cheia de nostalgia”.

Com sua Fujifilm modelo XE-1 Moreira percorre os olhos pela cidade. “A fotografia de rua é apaixonante por esse motivo você nunca sabe o que pode encontrar. Eu vi manequins em uma loja de móveis usados perto de casa. É uma imagem bastante irônica, são como corpos nus expostos em meio à loucura da cidade”, conta.

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