Mais luz e cor na cobertura

O designer e arquiteto Paulo Alves ajeita os livros na estante, em uma das paredes do estar, para deixar tudo perfeito na foto.

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Designer e arquiteto Paulo Alves

Divulgação

O designer e arquiteto Paulo Alves ajeita os livros na estante, em uma das paredes do estar, para deixar tudo perfeito na foto. Quem conhece seu trabalho logo identifica seu estilo no apartamento de 140 m², na cobertura de um prédio no Itaim-Bibi. Sua assinatura está na marcenaria cuidadosa e criativa, produzida pela Marcenaria São Paulo, marca comandada por ele desde 2004, no azul que colore o fundo do jardim. “Só é preciso arrumar uma ou outra coisa por aqui. A casa tem um estilo próprio, orgânico, não é um cenário feito para parecer artificial”, conta.

Quando chegou ao imóvel para tocar a reforma, a ideia da família com dois filhos pequenos era diminuir um pouco a área da cozinha, aumentar o escritório, criar uma sala de TV e ajeitar a varanda. Mas o projeto cresceu e a cozinha escapou da quebradeira quando a proprietária percebeu que o que a família precisava mesmo era de novos ares, um bom espaço aberto para os fins de semana, um estar mais iluminado. A cozinha espaçosa, pensando melhor, era mais útil do que pensavam. “Foi um projeto que cresceu. Mostramos uma ideia totalmente diferente do objetivo inicial e a família se encantou. O escritório veio, mas em um formato compacto, se valendo de uma marcenaria que, além de funcional, é bonita e colorida”, explica Alves.

Para ajudar a pensar o novo layout da casa, ele convidou Ana Luiza Sawaia, arquiteta que foi sua estagiária na época em que o designer fazia parte da marcenaria Baraúna. Afinados, eles tocaram um projeto a quatro mãos, que “tirou o ar de casa de fazenda” e criou um lugar iluminado, colorido por objetos da família, e funcional.

O primeiro passo foi se livrar das janelas do estar e dos quartos, pequenas e de peitoril alto, o que dificultava a entrada de luz na casa. No lugar delas foram instaladas portas de correr voltadas para a varanda, que percorre toda a extensão do imóvel. “O terraço recebe muito sol, mas o que chegava no living era só o calor, a luz ficava de fora. A troca das janelas resolveu o problema e trouxe mais circulação de ar. Para filtrar o calor, instalamos no teto as mesmas ripas de madeira usadas no deck”, explica Alves.

O piso do terraço e da sala, originalmente de material cimentício, também foi substituído. Para a área externa, a dupla optou por pastilhas em tons de verde, o que ressalta o azul da parede e as plantas da jardineira de linhas curvas, uma das peças mais especiais da casa, desenhada sob medida para o espaço O living e os quartos receberam piso de madeira cumaru, com peças encaixadas.

A obra ainda transformou a área íntima da casa. “Derrubamos todas as paredes que ficavam entre os quartos e o corredor e instalamos divisórias de madeira. Isso aqueceu e enriqueceu o ambiente, até mesmo quando visto da sala”, explica Alves. A parede que separa o quarto dos irmãos agora é uma grande estante, com uma abertura que permite que as crianças fiquem frente a frente, cada uma no seu quarto, quando estão estudando ou brincando na escrivaninha.

“É uma reorganização dos espaços, ora com mobiliário que define e requalifica os ambientes, tornando-os mais acolhedores, ora com grandes portas de vidro, que trazem a luz e a vista da cidade”, explica o arquiteto. Certamente, é uma nova casa para a família.

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