#MeonNaEstrada : curtindo e descobrindo Paris, a “cidade luz”
Há pouco mais de 2 anos fui aprovado em um programa de intercâmbio pela minha faculdade, onde eu teria a chance de ir estudar engenharia na França por dois anos.












Ah, Paris. Uma cidade que dispensa qualquer tipo de apresentação. A “cidade luz”, um dos lugares mais visitados no mundo todos os anos atraindo mais de 30 milhões de turistas, cenário da Revolução que mudou os rumos da democracia no planeta e aonde se concentram as mais diversas formas de arte e expressão existentes. De fato, a capital da França é velha conhecida de muitos brasileiros.
É o que o estudante de engenharia civil, Claudio Rafael, pode dizer hoje. Ele, que estudou na cidade de Tolouse (sudoeste do país) por dois anos, relatou ao Meon um pouco sobre sua primeira viagem às terras parisienses.
O que motivou sua viagem?
Há pouco mais de 2 anos fui aprovado em um programa de intercâmbio pela minha faculdade, onde eu teria a chance de ir estudar engenharia na França por dois anos. Fui morar no sudoeste do país em uma cidade chamada Toulouse e meu primeiro ano foi bem agitado, descobrindo toda uma nova cultura e todas as maravilhas do país, mas faltava algo porque até então eu ainda não havia conhecido a capital, foi então que nas minhas primeiras férias de verão eu recebi o convite de uma amiga para passar duas semanas em Paris.
O que mais gostou dos locais que visitou?
1- Em Paris tudo é muito antigo luxuoso e imponente, a cidade tem orgulho de seus monumentos e sabe como conservá-los, gostei bastante de simplesmente andar pela cidade e observar sua arquitetura e suas obras, não deixando de falar dos grandes ícones. A Torre Eiffel me surpreendeu pelo seu tamanho e tive sorte de ir durante o feriado nacional do 14 de julho onde é feita uma grande queima de fogos na torre, foi uma das coisas que mais me surpreendeu até hoje;
2- A arte é algo universal em Paris, toda forma de arte é bem-vinda e encontra seu público na cidade, eu conheci uma grande quantidade de museus e vai desde os gigantes como o Louvre ou Orsay até pequenos salões ou cafés espalhados pela cidade que abrigam artistas menos conhecidos, mas um dos mais impressionantes é o Museu D‘Orangerie que abriga diversas obras de Monet;
3- Assim como os museus a quantidade de parques ou locais onde as pessoas podem caminhar, fazer um piquenique ou simplesmente ir passear com a família é enorme e durante o verão há um grande número de atrações ao ar livre, caminhando pelas bordas do Rio Sena era possível ver acrobatas de trampolim, teatros a céu aberto ou praias artificiais;
4- A vida noturna de Paris também é bem agitada, fui em diversos pubs onde pude ver outro lado dos franceses e observar como rapidamente o álcool pode tornar os parisienses menos ranzinzas e mostrar seu lado carismático que poucos turistas têm a chance de ver.
Quais os locais que os internautas não podem deixar de visitar?
Para os que são mais jovens há diversos albergues em Paris que são sensacionais, você vai conhecer gente do mundo todo, beber bastante e eventualmente fazer grandes amigos. Em Paris existem infinitos lugares para se visitar desde os mais conhecidos como a Torre Eiffel, o Louvre e o arco do Triunfo, mas vale a pena prestar atenção nos detalhes dos guias de viagens para se descobrir atrações menos conhecidas que com certeza valem a pena como a praça dos pintores ao lado da Igreja do Sagrado Coração, a vista periférica da torre de Montparnasse ou até lugares inusitados como as catacumbas de Paris. Mas vale muito a pena passar ou mesmo fazer um piquenique em parques como o Jardim de Luxemburgo, Jardin das Plantas ou campo de Mars.
Há também atrações que não estão em Paris, mas que não deixam de ser um ponto de visita obrigatório, como o Palácio e os jardins de Versalhes onde é possível fazer uma visita ao passado monárquico de Paris e os jardins de Monet que para os amantes da pintura é como estar dentro dos quadros do pintor. Outro ponto de parada obrigatória são os cafés de Paris onde você, depois de um dia de compras na Champs Elysee ou nas galerias Lafayette, pode tomar um café a um preço às vezes bem salgado, mas observar o cotidiano de Paris e detalhes da vida na cidade que passam desapercebidos pelos turistas que ficam o dia todo atrás da lente da câmera ou com o nariz enfiado nos mapas.
Alguma dica do que NÃO fazer ou alguma história engraçada?
Faça um roteiro, mas deixe a viagem rolar, as melhores experiencias vêm do improviso. Preste muita atenção onde vai ficar em Paris, tanto a localização quanto as características do hotel, fazer uma boa pesquisa e ver os comentários de quem já esteve no lugar é de extrema importância, isso pode evitar muita dor de cabeça. Tente ir durante os meses de julho e agosto, o verão em Paris é a melhor época para brasileiros, é muito mais agradável e proveitoso do que conhecer o inverno frio e chuvoso de 5 graus, e nunca vá esperando ver neve. Tome cuidado com seus pertences há muitos “bate carteira” a procura de turistas desatentos. Não deixe também para comprar os ingressos dos museus e atrações no local, muitos oferecem esse serviço pela internet, o que economiza filas e dinheiro.
Como resume a experiência dessa viagem?
Foi inigualável. Depois dessa viagem eu visitei Paris outras vezes pois não conseguia mais ficar longe dessa cidade a imersão na cultura parisiense. A festa do 14 de julho foi algo único e indico como roteiro obrigatório a qualquer viajante ou mochileiro que queira visitar a França.
INFORMAÇÕES
Data da viagem: julho de 2013
Origem: Toulouse, França
Destino: Paris, França
Tempo: duas semanas
Custo médio da viagem: € 90,00 ida e volta (aproximadamente R$ 290,00 – cotação atual)
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