Museu de Cruzeiro fica pronto, mas móveis aguardam restauração

Decisão judicial para restauração não é cumprida e objetos seguem sem trabalho de recuperação

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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As obras do Museu Major Novaes, em Cruzeiro, chegaram ao fim e as chaves do prédio já foram entregues. Mas a notícia não é tão boa, já que aproximadamente 140 móveis da família Novaes, que deveriam ser restaurados para a inauguração, se encontram guardados no solar Rossetti (imóvel da Prefeitura) em estado de degradação. Os números fazem parte da última contagem do acervo feita assim que a Justiça da cidade sentenciou a restauração do museu.

A decisão do juiz Celso Alves Filho, obrigou o Governo do Estado de São Paulo a realizar a restauração do Museu Major Novaes, preservando o padrão original de sua edificação inclusive o material empregado na obra, assim como obrigou a Prefeitura a restaurar integralmente o acervo móvel, incluindo os materiais a serem empregados no processo de restauração.

De acordo com o setor de compras da Prefeitura, no ano passado, foram cotados dois orçamentos para a restauração dos móveis, que só aguardavam por uma terceira cotação para que o pedido fosse enviado ao setor de licitação que tomaria então os procedimentos administrativos, entretanto o gabinete desistiu das cotações deixando os móveis sem o restauração necessária até hoje.

O Estado investiu R$ 4,5 milhões na restauração. O prédio tem ar condicionado, estacionamento, auditório de cinquenta lugares, espaço cultural e adaptação para portadoras de deficiências físicas, contando inclusive com um elevador.
Segundo a diretora de Cultura, Maria Cecília Federici, todo acervo histórico da biblioteca municipal vai ser levado para o museu, assim que ele for inaugurado.

O museu possui um acervo especializado em história, composto por imagens sacras, pratarias, porcelanas, cristais, livros, fotografias, moedas, peças de mobília, além de um amplo acervo documental. Segundo Carlos Felipe do Nascimento funcionário da diretoria de cultura, as peças de maior valor, como prataria, cristais e porcelanas estão guardadas no cofre da Caixa Econômica Federal.

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