O futuro da dança da RMVale no exterior
Quem dança, sabe que é preciso aprender todo dia.Tem que aprimorar os movimentos, buscar novos métodos, enriquecer o currículo. Por isso, alunos da região encontram nos cursos no exterior a oportunidade de melhorar a cada dia. Reúnem disciplina, leveza e determinação.


Ana Luiza Lopes, a terceira bailarina da esquerda nas aulas no Joffrey Ballet School em Nova Iorque
AnaLuizaLopes/ArquivoPessoal
Quem dança, sabe que é preciso aprender todo dia. Tem que aprimorar os movimentos, buscar novos métodos, enriquecer o currículo. Por isso, alunos da região encontram nos cursos no exterior a oportunidade de melhorar a cada dia. Reúnem disciplina, leveza e determinação.
Ana Luiza Lopes, de 15 anos, de Caçapava, que o diga! Está entre 9 bailarinos brasileiros selecionados para um curso de férias, durante o mês de junho, no Joffrey Ballet School, em Nova Iorque. Ganhou 30% de bolsa de estudos e teve a chance de estudar por duas semanas com bailarinos de diversos países.
“As alunas de lá pegavam os exercícios muito rápido e eram bem dinâmicas. As japonesas são muito boas; as americanas, muito competitivas. Os exercícios eram os mesmos, então não foi difícil, mas o ritmo era bem diferente”, conta Ana.
E não foi a primeira vez que a bailarina foi estudar fora. Em 2011 e 2013, estudou na Miami City Ballet School, em Miami. E nunca viajou sozinha. Sua professora de ballet de Caçapava, Luciana Galvão, de 41 anos, sempre a acompanhou e incentiva a menina a seguir carreira buscando as oportunidades de aprendizado.
“Eu não sei se teria aprendido tanto se eu tivesse indo embora, eu aprendi muito aqui. Eu precisava desse tempo de crescer aqui, já elas tem a oportunidade de crescer com a experiência lá fora e é preciso aproveitar cada chance”, diz Luciana Galvão.
Outro que está de malas prontas para estudar fora é o bailarino Alexandre Barranco, de 23 anos, de São José dos Campos. Participou de um teste de dança em Barcelona, na Espanha, ficou em segundo lugar entre vinte bailarinos e ganhou bolsa de estudos para fazer um curso de um ano em Nova Iorque. Embarca em outubro.
“É uma oportunidade de profissionalizar o meu conhecimento e essa escola trabalha com dança moderna e dança contemporânea. Essa oportunidade vai me fortalecer ainda mais profissionalmente e artisticamente.” afirma Alexandre que pode ficar mais tempo, tudo vai depender do desempenho dele.
A professora de sapateado e jazz, Leila Bacarro, 37 anos, de São José dos Campos, também já foi estudar fora. Quando tinha 19 anos fez um curso no Broadway Dance Center, em Nova Iorque.
“Eu fui fazer o curso de férias, eles apenas ensinavam, não abriam a oportunidades de seguir por lá, mas valeu muito a pena, abriu a minha mente e aprendi que a dança é uma busca eterna, todo dia temos algo para aprender.”
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