O mestre da iluminação e seus novos caminhos
É longa a lista de trabalhos realizados pelo designer piauiense Maneco Quinderé na área de iluminação cenográfica. Dos grandes concertos, passando pelo teatro, televisão e moda, difícil imaginar quem nunca esteve ao menos próximo de seus holofotes. Menos conhecida – mas não menos digna de nota -, sua atuação no design de interiores, coordenando projetos ou desenhando luminárias, já contabiliza mais de uma década. E continua a render bons frutos. “A iluminação é a linguagem na qual mais bem me presto”, afirmou nesta entrevista ao Casa, por ocasião do lançamento de mais uma linha de artefatos luminosos. Desta vez de cobre e cimento.


Designer piauiense Maneco Quinderé na área de iluminação cenográfica e luminárias
Reprodução/Facebook/La Lampe
É longa a lista de trabalhos realizados pelo designer piauiense Maneco Quinderé na área de iluminação cenográfica. Dos grandes concertos, passando pelo teatro, televisão e moda, difícil imaginar quem nunca esteve ao menos próximo de seus holofotes. Menos conhecida – mas não menos digna de nota -, sua atuação no design de interiores, coordenando projetos ou desenhando luminárias, já contabiliza mais de uma década. E continua a render bons frutos. “A iluminação é a linguagem na qual mais bem me presto”, afirmou nesta entrevista ao Casa, por ocasião do lançamento de mais uma linha de artefatos luminosos. Desta vez de cobre e cimento.
Quando começou a desenhar luminárias? O que o motivou?
Tudo começou em 2006, quando fui convidado para iluminar uma casa em Trancoso e não encontrava nada que fosse adequado para aquela situação. Então, desenhei cinco modelos e encaixamos no projeto. Percebi que isso me abria novos horizontes e, como gosto de experimentar, fui em frente.
O que da experiência como iluminador cenográfico você trouxe para suas luminárias?
Minha vida sempre foi feita de acasos. Um dia visitei os bastidores de uma peça, me encantei e estou nisso até hoje. É algo arrebatador para mim. A luz é a maneira mais direta que encontrei para me comunicar com o mundo. No teatro, me defrontei diversas vezes com a possibilidade de desenhar luminárias. Pode-se contar uma história iluminando uma casa de Tchekhov, de Ibsen, de Nelson Rodrigues. São casas imaginárias, delineadas em espaços abstratos, mas, ainda assim, casas. São essas as lembranças afetivas que procuro trazer para minhas luminárias.
Como você seleciona as matérias-primas?
Todo processo é muito casual, sem fórmulas. Às vezes um material me cai nas mãos e decido explorar. Gosto de acompanhar cada etapa da produção: fazer os moldes, modificar, redesenhar, testar. Comecei com o cobre, um material nobre, mas que se transforma ao longo do tempo. O tempo rege meu trabalho e o cobre responde muito bem a ele. Agora estou em tempos de cimento
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