O ovo ou a galinha da moda
Tão enigmática quanto a famosa questão sobre quem veio primeiro, muitos se perguntam: O streeetwear influencia os designers ou os designers influenciam o streeetwear?









Tão enigmática quanto a famosa questão sobre quem veio primeiro, muitos se perguntam: o streeetwear influencia os designers ou os designers influenciam o streeetwear?
Na real, inúmeras coisas podem influenciar e ser influenciadas pela moda, não existindo somente a troca entre passarela e rua.
Por exemplo, o boom dos carros brancos se deu após o sucesso da cor ser aplicada no iPhone, que em parte, aconteceu por causa das coleções minimalistas em tons claros. No começo do século XX a moda era ditada por famílias reais e afortunados, os vestidos da época eram abertos no colo com uma única razão: mostrar o maior número de joias preciosas possível.
Com o final da primeira guerra mundial e uma Europa em crise, surge uma moda mais divertida, leve e menos séria nas maisons do período entre guerras com grandes estilistas levando a moda para perto da arte, como é o caso de Coco Chanel com o modernismo, de Madeleine Vionnet com a dança e Elsa Schiparelli com o surrealismo. A moda de Paris, no entanto, não era acessível e assim foi superada pelos grandes estúdios de Hollywood que comandaram a moda dos anos 30 através de grandes figurinistas como Edith Head e Gilbert Adrian. Para se ter uma noção do sucesso, o vestido branco usado por Joan Crawford em Redimida (1932) vendeu 500 mil réplicas na Macy’s. Cada estrela da Idade de Ouro do cinema tinha um estereótipo facilmente de ser vendido através de roupas e cosméticos: a melindrosa, a vamp, a sexy e a exótica – todas com uma imagem de mulher forte e esperta, sem aquele ar virginal de mocinha em perigo.
Entretanto, o que aconteceu no pós-segunda guerra foi totalmente o oposto. As mulheres, cansadas do visual utilitário e racionalizado da época de combate, se jogam cegamente no New Look de Cristian Dior – provavelmente a silhueta mais feminina da história da moda.
Muitas tendências são revisitadas por grifes e trendsetters, nesse verão vimos uma onda do estilo hippie, agora chamado de boho, invadindo o guarda roupa de blogueiras e araras de fast fashion: calças flare, franjas, kimonos, turquesas, coroas de flores, estampas psicodélicas… Poucos sabem, porém, que a estética hippie e as cores vibrantes dos 60 e 70 só deram certo graças ao popularização do LSD e das homenagens à droga feitas nos discos Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band e At Their Satanic Majesties’ Request, dos Beatles e Rolling Stones respectivamente.
Sim, a moda de rua influencia um designer mas para uma coleção ter sucesso precisa ter muito mais repertório cultural para não ser um “ctrl+c ctrl+v” da realidade, e poucas vezes isso aconteceu. O mais famoso caso de tendência de rua integralmente numa passarela, o estilista foi demitido. A ocasião foi na coleção Grunge de Marc Jacobs para Perry Ellis
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