Paisagem de faroeste em Sedona
A última parada no Arizona guarda um quê de glamour confirmado por celebridades. Sedona, cidade de cerca de 10 mil habitantes ao sul de Flagstaff, tem como atração o parque estadual Red Rock, de formações avermelhadas, e o Oak Creek, um cânion ladeado por elevações que chegam a lembrar o Monument Valley. Tanta beleza atrai visitantes anônimos e também famosos do quilate de Nicolas Cage, Johnny Depp, Bob Dylan e Oprah Winfrey.


Cercada de cores vivas, a paisagem remete aos filmes de faroeste
Creative Commons/ Divulgação/ Laszlo Ilyes
A última parada no Arizona guarda um quê de glamour confirmado por celebridades. Sedona, cidade de cerca de 10 mil habitantes ao sul de Flagstaff, tem como atração o parque estadual Red Rock, de formações avermelhadas, e o Oak Creek, um cânion ladeado por elevações que chegam a lembrar o Monument Valley. Tanta beleza atrai visitantes anônimos e também famosos do quilate de Nicolas Cage, Johnny Depp, Bob Dylan e Oprah Winfrey.
Mas, embora alguns guias locais lancem a história, não é verdade que exista uma ampla constelação de Hollywood entre os proprietários de mansões por ali. Para ver famosos, vá na época do Sedona Film Festival, quando os lançamentos carregam para lá algumas estrelas. A edição deste ano teve Susan Sarandon e Morgan Spurlock. Em 2015, o festival está marcado para 21 de fevereiro a 1.º de março.
Já as lojas, galerias que vendem caras obras de arte e restaurantes são mesmo dignos de celebridades. A cidade só não é recomendável para arroubos consumistas. Os souvenirs são lindos e as lojas, superatraentes, mas os preços não são nada moderados
Nos resorts, é fácil achar spas cenografados como a natureza do entorno, inclusive com tratamentos feitos ao ar livre, diante da paisagem.
Contemplar
Chacoalhar a bordo de um jipe pelo deserto é o passeio indispensável para se fazer a partir de Sedona e para viver a inesquecível sensação de estar perto dos cânions do Arizona. Em um trajeto de três horas – com a Pink Jeep (pinkjeeptours.com) custa US$ 72 (R$ 160) por pessoa, com até sete passageiros por veículo -, o guia conta histórias das trilhas pelas quais o carro passa e curiosidades sobre os cânions da região.
As narrativas dizem respeito aos nomes dados aos principais picos do pedaço, que são batizados de acordo com a semelhança com algum objeto ou personalidade. Exemplo é a Sagrada Família, conjunto de três colunas rubras que, se você olhar bem, lembram mesmo José e Maria – ela, por sua vez, parece carregar um bebê nos braços, Jesus.
As fotos estão garantidas, claro: basta pedir e o guia-motorista estaciona o carro, para deleite dos visitantes que não cansam de procurar os melhores ângulos. Por isso, mantenha o celular ou máquina fotográfica em mãos: o passeio vale imagens de cair o queixo a cada novo quilômetro rodado.
Outro bom lugar para admirar a paisagem de faroeste é a Chapel of the Holy Cross, encravada entre cumes avermelhados. A capela erguida no topo de uma montanha fica bem perto do centro de Sedona. Lá do alto avista-se toda a cidade. Torça pelo sol: as fotos ficam dignas de cartão-postal.
Sotaque francês
Na margem do Oak Creek, o restaurante L’Auberge foi a melhor experiência gastronômica da viagem. A ambientação é linda: escolha entre as mesas no salão com janelões do chão ao teto e as que ficam ao ar livre, na margem do rio – há aquecedores para espantar o frio.
A chef canadense Rochelle Daniel imprime à cozinha francesa um acento contemporâneo americano. Provei cenouras salteadas em manteiga com quinoa e costela assada regada com manteiga de caju Excelente. O menu de três pratos custa US$ 69. Reserve: lauberge.com/sedona-fine-dining.
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