Um único uso de tabaco aquecido já afeta vasos sanguíneos e DNA, aponta estudo

Estudo alemão com 30 fumantes saudáveis mostra queda de 11% na função dos vasos e danos ao DNA de células do sangue logo após um único uso de tabaco aquecido.

Escrito por: Sabine Baumann2 min de leitura
Dispositivos de tabaco aquecido
Dispositivos de tabaco aquecido

Um único uso de tabaco aquecido, um tipo de cigarro eletrônico, já foi suficiente para prejudicar o funcionamento dos vasos sanguíneos e causar danos ao DNA de células do sangue. É o que aponta um estudo do Centro Médico Universitário de Mainz, na Alemanha, publicado no periódico científico European Journal of Preventive Cardiology.

Como foi feito o estudo

Os pesquisadores acompanharam 30 fumantes adultos e saudáveis, com idade média de 34 anos. Amostras de sangue, a pressão arterial e a função dos vasos sanguíneos foram medidas antes e depois do uso de um produto de tabaco aquecido.

O que mudou após um único uso

Segundo a pesquisa, logo após o uso:

  • a função dos vasos sanguíneos caiu 11%;
  • a pressão arterial sistólica subiu 3 mmHg;
  • o fornecimento de oxigênio caiu de 71% para cerca de 46%.

Os pesquisadores também identificaram danos ao DNA das células do sangue e sinais de estresse oxidativo, uma resposta das células na tentativa de se defender.

“Exposição aguda foi suficiente”

“Nossos resultados demonstram que a exposição aguda foi suficiente para induzir disfunção vascular”, afirmou a autora principal do estudo, Lea Strohm. Segundo ela, os dados contestam a ideia de que os produtos de tabaco aquecido seriam menos prejudiciais ao sistema cardiovascular do que o cigarro convencional.

Venda é proibida no Brasil

No Brasil, a fabricação, a importação, a venda e a propaganda de cigarros eletrônicos, incluindo os dispositivos de tabaco aquecido, são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Com informações do Metrópoles.

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