Parque Vicentina Aranha comemora 90 anos com pavilhão reformado
O Parque Vicentina Aranha comemora seus 90 anos de atividade apresentando a reforma do novo pavilhão Alfredo Galvão e com show da banda MPB4 neste domingo (6), a partir das 10h.


Parque Vicentina Aranha é espaço para cultura em São José dos Campos
Warley Leite
O Parque Vicentina Aranha comemora seus 90 anos de atividade apresentando a reforma do novo pavilhão Alfredo Galvão e com show da banda MPB4 neste domingo (6), a partir das 10h. Atualmente um centro cultural de São José dos Campos, o Vicentina Aranha foi até a década de 80 um sanatório para tratamento de tuberculosos.
A partir do domingo, o pavilhão reformado vai abrigar duas exposições. A primeira sobre o legado do antigo sanatório, com exposição de mobílias de época, fotos e vídeos. A outra apresenta artefatos arqueológicos encontrados na cidade. O destaque é uma urna funerária indígena da etnia guaianazes.
Às 11h, o clássico grupo MPB4 interpreta, ainda com membros da formação principal de 1965, canções que marcaram época nas vozes de Noel Rosa, Milton Nascimento, Chico Buarque, João Bosco, Paulo Cesar Pinheiro e Aldir Blanc.
Pavilhão
Segundo a AJFAC (Associação Joseense para o Fomento da Arte e da Cultura), a reforma do pavilhão Alfredo Galvão, de 194 metros quadrados, custou R$ 1,540 milhão -pagos com 75% dos fundos da associação e o restante por meio de parcerias com a iniciativa privada e doações via Lei Rouanet.
“Temos uma projeção de custo de R$ 35 milhões para o restauro de todos os pavilhões do parque. Ao todo, são 11 mil metros quadrados de área para cuidar de paisagismo, iluminação e edificação”, afirma Fábio de Almeida, presidente da AJFAC.
O restauro respeita as características da construção original que remonta do ano de 1934. Foram recuperados sistema de ventilação, telhados, parte elétrica e hidráulica. Paredes externas foram mantidas na antiga cor amarela e a pintura interna continua da cor verde, que representa a prática da medicina.
De acordo com Almeida, o próximo pavilhão a receber reestruturação é o Companhia Paulista, com 940 metros quadrados, que fica próximo à capela. Outros três pavilhões devem passar por mudanças para evitar a degradação das edificações.
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