Peças de Oscar Niemeyer são expostas em Nova York
Entre os designers brasileiros representados no vasto catálogo da galeria Espasso, de Nova York – Sergio Rodrigues, José Zanine Caldas e Gregori Warchavchik, entre muitos -, a ausência de Oscar Niemeyer se fazia notar.


Empresário apresenta Niemeyer a Nova York
Divulgação
Entre os designers brasileiros representados no vasto catálogo da galeria Espasso, de Nova York – Sergio Rodrigues, José Zanine Caldas e Gregori Warchavchik, entre muitos -, a ausência de Oscar Niemeyer se fazia notar.
Não faz mais. Além de assinalar a primeira vez que reedições do mestre brasileiro foram apresentadas ao mercado americano, a noite inaugural da mostra Compasso, em meados de maio, contou também com o lançamento do primeiro livro dedicado a um de nossos mais influentes designers, Jorge Zalszupin, assinado por Maria Cecília Loschiavo dos Santos.
À frente da empreitada, o empresário Carlos Junqueira. “Das poucas peças que Niemeyer desenhou durante sua carreira, a Etel relançou quatro. Todas já incorporadas ao acervo da Espasso”, comentou, orgulhoso, o proprietário da galeria e curador de sua atual mostra, em entrevista por e-mail, de Nova York.
O que despertou seu interesse em comercializar Niemeyer e Zalszupin nos Estados Unidos?
A Espasso representa o melhor do design brasileiro moderno nos Estados Unidos. Quando os móveis de Niemeyer foram relançados no Brasil, no ano passado, pela Etel Interiores, de imediato me interessei pela possibilidade, uma vez que ele é, de fato, o arquiteto brasileiro mais reconhecido no exterior; apesar de sua obra como designer ser relativamente pouco conhecida por aqui. Quanto a Zalszupin, já revendemos aqui todas as peças que compõem o catálogo da Etel. Apenas, por ocasião do lançamento do livro da Maria Cecília Loschiavo dos Santos, que contempla sua vida e obra, decidimos expandir o número de peças para ilustrar suas diferentes fases.
Quem se ocupou da validação dos originais dos arquitetos com vistas às reedições?
As reedições de Zalszupin foram avaliadas e aprovadas por ele próprio, que completará 92 anos agora, neste mês; as peças de Oscar Niemeyer, pela fundação que leva seu nome. Depois, todas foram produzidas na fábrica da Etel, em Valinhos, no interior de São Paulo.
Como tem sido a repercussão do lançamento?
O público se surpreende muito. Primeiro por praticamente desconhecer o trabalho de design de Niemeyer e, alguns, o de Zalszupin. As curvas e a forma como Niemeyer usa a madeira em seus móveis foram muito comentadas, em especial nas peças laqueadas. De Zalszupin, a carpintaria à mão, a sofisticação dos materiais e, sobretudo, os detalhes, como os botões de madeira nos estofados, chamaram muita atenção. Ficamos surpresos também de muitos comentarem quanto a estética de Niemeyer é contemporânea. A respeito de uma de suas poltronas, um dos nossos clientes chegou a afirmar: “A Alta é tão Nova York!”.
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