Pela 1ª vez, Carnaval de São Luiz do Paraitinga vai ser terceirizado
A Prefeitura afirma que comerciantes locais e a tradição não vão ser prejudicados


Mercadão Municipal durante o carnaval de São Luiz do Paraitinga em 2014
Divulgação/Jerry Rodrigues
Pela primeira vez, o Carnaval de marchinhas de São Luiz do Paraitinga vai ser terceirizado. Uma empresa vai ser escolhida no próximo dia 19 de janeiro e ficará responsável pela organização e montagem da estrutura do evento.
O objetivo da administração é realizar uma parceria com uma empresa que organize a estrutura de som, decoração, banda, palco, seguranças e outros quesitos especificados no edital aberto em 18 de dezembro.
Segundo o diretor de Turismo de São Luiz, Eduardo Coelho, ainda nenhuma empresa apresentou proposta. “Apenas três empresas nos procuraram e tiraram dúvidas sobre o edital, mas nenhuma proposta foi protocolada e concretizada”, diz Coelho.
Com a terceirização, o patrocinador tem o direito de instalar 30 barracas de vendas, sendo 14 de comidas e 16 de bebidas. Os pontos comerciais da empresa vão ser distribuídos na praça de eventos, na frente da rodoviária, e no percurso do bloco, sem interferência no espaço dos comerciantes da cidade ou do centro histórico.
“O patrocinador não interfere na venda dos comerciantes locais e no comércio do centro histórico, ele só tem poder sobre o espaço disponibilizado, onde vão ser distribuídas as 30 barracas”, explica o diretor de turismo. Coelho ainda afirma que os comerciantes que optarem por se instalar nas localidades da empresa devem entrar em contato com a patrocinadora para a comercialização das mercadorias.
Blocos
Tradicionalmente, o ritmo de marchinhas não vai poder ser alterado, como se especulou no Carnaval de 2013. Os artistas interessados devem apresentar o perfil do Carnaval da cidade, segundo o edital disponibilizado.
Investimento
No segundo semestre de 2014, o Tribunal de Contas do Estado vetou diversos investimentos no Carnaval das cidades do Vale do Paraíba e do Estado de São Paulo. Segundo Eduardo Coelho, o Tribunal aconselhou as prefeituras a não realizarem o Carnaval com dinheiro público. “Depois do conselho do Tribunal, estudamos e planejamos uma estratégia para um melhor Carnaval”, conta Coelho.
O diretor destaca ainda que cerca de R$ 20 mil são movimentados durante a época de Carnaval, mas pouca parte dele fica na cidade. “São mercadorias compradas fora da cidade, cervejarias, pessoas que abrem bar durante a festa e vão embora, o que fica são os serviços. Queremos distribuir melhor e valorizar o comércio e as pessoas que ficam o ano todo”, diz Coelho.
Posts Relacionados

Bienal Literária de Taubaté recebe inscrições de escritores e editoras até 24 de outubro


Fundação Cultural de São José disponibiliza guia online com programação de setembro
