Programação do Sesc S. José privilegia cena regional na Virada Cultural
Evento acontece, nos dias 23 e 24 de maio, apenas com artistas do Vale


Banda Dom Pescoço, de São José dos Campos, é uma das atrações do evento
Felipe Santos/Divulgação
Depois de investir em artistas de peso no cenário nacional, o Sesc São José dos Campos optou por uma programação recheada com nomes regionais para a Virada Cultural de 2015. O evento, que acontece nos dias 23 e 24 de maio, irá contar com apresentações de circo, teatro, música e grafite. Tudo made in Vale do Paraíba.
A decisão de abrir mão de nomes, como Marcelo Jeneci ou Mombojó – atrações de edições anteriores – para apostar em apresentações da região começou a tomar forma já nas primeiras reuniões para debater qual seria a proposta da Virada 2015. O evento é realizado pela Secretaria Estadual de Cultura, mas, desde a sua primeira edição, conta com o apoio da unidade.
De acordo com a coordenadora de programação do Sesc, Daniela Savastano, foram selecionados trabalhos autorais que mantêm identificação com a região.
“Sentimos que estava na hora de abrir mais espaço para a cena regional. A programação da Virada em São José já vai apresentar nomes consagrados em outros palcos. Achamos que o papel do Sesc, neste ano, deveria ser o de abrir espaço para estes artistas”, afirma.
A resolução só foi possível devido a uma maturidade dos artistas regionais que, segundo Daniela, vem atingindo um patamar mais profissional. A coordenadora acredita que o Vale vive um momento de efervescência na produção e que, aos poucos, os artistas vêm conquistando o seu espaço.
O sucesso de público do festival “Imersão”, que reuniu cinco bandas regionais em dezembro de 2014 no próprio Sesc, foi determinante para que a unidade bancasse uma Virada apenas com artistas da região.
“Não estamos abrindo a oportunidade só por que os artistas são daqui. Além de preencherem os critérios de qualidade, os artistas da região já demonstraram um nítido amadurecimento no que diz respeito à profissionalização. As bandas, os artistas plásticos e os grupos teatrais têm se articulado de maneira muito eficiente para fidelizar seu público e alcançar maior projeção”, explica.
Conquista
Integrante da banda Dom Pescoço, que está na programação da Virada, Dom de Oliveira garante que a participação é fruto de uma mudança de postura dos artistas da região.
“Ao invés de sentar e esperar que as coisas aconteçam, nos articulamos para criar as oportunidades. Em dezembro, o festival ‘Imersão’ foi uma mostra do que podemos conquistar quando há organização e vontade de fazer”, explica.
Entre os artistas a expectativa é grande. O músico destaca que o evento por si só já conta com uma audiência estabelecida e que a apresentação na Virada Cultural é a oportunidade para apresentar as bandas da cidade a um público novo.
“Quando fizemos o ‘Imersão’ no ano passado, a maioria das pessoas que compareceu já estava habituada com as bandas. Na Virada, teremos a oportunidade de apresentar nosso trabalho a um público novo. Isso é muito importante porque a cena local é incrível e não deve nada em qualidade artística e poética para nenhuma outra do país”, conclui.
As apresentações da Virada estão disponíveis no caderno de programação do mês de maio do Sesc São José. Já as atrações de todo o evento na cidade pode ser conferida no site da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.
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