Roteiro RIO

Museu de Arte do Rio (MAR) O Bilhete Único dos Museus custa R$ 16 e dá direito a entrada no MAR e no Museu do Amanhã (leia abaixo). Inaugurado em 2013, exibe mostras de curta ou longa duração, muitas delas com temáticas ligadas ao Rio. Coberto por uma marquise em formato de onda, o terraço […]

Escrito por: Bruna Toni, Nathalia Molina, Mônica Nobrega e Fernando Victorino9 min de leitura
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Museu de Arte do Rio (MAR)
O Bilhete Único dos Museus custa R$ 16 e dá direito a entrada no MAR e no Museu do Amanhã (leia abaixo). Inaugurado em 2013, exibe mostras de curta ou longa duração, muitas delas com temáticas ligadas ao Rio. Coberto por uma marquise em formato de onda, o terraço tem vista para a remodelada Praça Mauá.

Museu do Amanhã
Inaugurada em dezembro de 2015, a atração faz parte das obras de revitalização da região portuária. Projeto do espanhol Santiago Calatrava, propõe reflexões a respeito do impacto da ação do homem sobre o planeta com atrações interativas. Até outubro, terá ainda a exposição O Poeta Voador, Santos Dumont

Circuito Histórico da Zona Portuária
Inserido no Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, o roteiro busca valorizar os lugares que foram marcados não só pela chegada de povos africanos ao Brasil – ao saírem do porto, eram comercializados como escravos na Rua do Valongo -, mas pela impressão de seus costumes à identidade nacional. Além do Jardim Suspenso do Valongo, passa pelos cais do Valongo e da Imperatriz, Pedra do Sal e outros pontos. O tour guiado, de 1h30, é gratuito e exige inscrição.

Theatro Municipal
Inspirado na Ópera de Paris, o teatro foi inaugurado em 1909, como parte de um conjunto de obras de reurbanização promovidas pelo prefeito Pereira Passos. Além dos espetáculos, há visitas guiadas (R$ 20) para admirar a riqueza de detalhes da decoração, como a escadaria de mármore de Carrara.

Igreja da Candelária – Praça Pio X, Centro
Concluída em 1898, mais de 120 anos depois do início da sua construção, a igreja tem portas em bronze, esculturas em mármore branco e altares e naves trabalhados por Mestre Valentim. Em 2011, uma nova iluminação com 278 projetores foi inaugurada para valorizar sua arquitetura.

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Jardim Botânico
As palmeiras imperiais, de até 50 metros de altura, são a marca do Jardim Botânico. A alameda até o Chafariz das Musas, obra do século 19 disputada para fotos, é uma das partes mais bonitas do passeio. Com 137 hectares, o lugar tem muitos atrativos. Em agosto, o Jardim Botânico prevê a inauguração da área da Região Amazônica revitalizada. Ingresso: R$ 10.

Mirante Dona Marta 
A visão que se tem é semelhante àquela oferecida pelo Corcovado, só que mais aproximada: o mirante está a 364 metros de altura, pouco mais da metade do morro onde fica o monumento do Cristo. O acesso pode ser feito de carro pelo Cosme Velho, subindo a Ladeira dos Guararapes e continuando pela Estrada das Paineiras em direção ao Cristo. Depois é seguir as placas com a indicação para o mirante. Grátis.

Parque Lage
Durante o Brasil Colonial, a área que hoje faz parte do Parque Nacional da Tijuca abrigava um antigo engenho de açúcar, com um terreno que se estendia até as margens da atual Lagoa Rodrigo de Freitas. Hoje, arte e natureza dão o tom no Parque Lage, tombado pelo Iphan. Durante a Olimpíada, o palacete ficará restrito a convidados da Grã-Bretanha, já que será montada a British House no local. O público em geral poderá acessar a área verde externa

Passeio de bicicleta pela orla 
Contornar o Rio de bicicleta acompanhado pelo mar: um passeio simples e que é a cara da cidade. É possível alugar uma magrela por toda a zona sul, onde estão 56 das 246 estações do Bike Rio. O passe válido por 24 horas custa R$ 5. Se ficar com a primeira opção, basta ir a uma estação, telefonar para o 4003-6054 e seguir as instruções. Será preciso fornecer o número do cartão de crédito. Atenção: a ciclovia Tim Maia, que liga o Leblon e o Vidigal, está interditada por tempo indeterminado.

Quadrilátero do Charme 
Entre as ruas Joana Angélica e Aníbal de Mendonça e as avenidas Viera Souto e Epitácio Pessoa, o Quadrilátero do Charme reúne lojas descoladas, restaurantes e bares conceituados, livrarias, cafés e galerias de arte. Quem vai em busca de moda pode caminhar pela Rua Visconde de Pirajá, espiando o que há de novo nas vitrines. O luxo se concentra em torno da Rua Garcia D’Ávila, com muitas joalherias.

Aterro do Flamengo (Parque do Flamengo)
Inaugurado em 1965 para suprir a necessidade de novas vias de acesso para a zona sul, o Aterro se transformou em uma ampla área de lazer – dá para pedalar, fazer piquenique, descansar… Com 120 hectares, foi projetado pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy, com paisagismo de Roberto Burle Marx.

Museu de Arte Naïf (Mian)
Os Jogos Olímpicos sob o olhar da arte naïf. Essa interação rendeu duas exposições temáticas no museu, ambas em cartaz até 31 de outubro. Rio, Cidade-sede Maravilhosa mostra as belezas da capital fluminense sob o olhar de dez pintores. Em 6 de julho, Jogando com as Cores Naïf traz os esportes e as cidades que já foram sede da Olimpíada. Serão cerca de 160 quadros de 28 pintores brasileiros – no jardim, um enorme painel irá reproduzir Jardim Botânico, pintura de Bebeth, e terá espaços para os visitantes inserirem seus rostos em pontos indicados. Ingresso: R$ 12

Sítio Burle Marx
Todos os tons de verde se encontram nesta área de 365 mil m2 e 3 500 espécies de plantas cultiváveis, uma coleção viva que o arquiteto-paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) começou quando tinha apenas 6 anos. O sítio, com ingresso a R$ 10, foi residência de Burle Marx e tem coleções de arte também. A três minutos dali, o Alambique Maxicana (brisadrinks. com.br) serve pratos, porções e, claro, cachaças próprias.

Museu da Seleção Brasileira (CBF)
A seleção pode não estar dando motivos de alegria, mas é possível recordar sua trajetória gloriosa no espaço, inaugurado em 2014. Tão interativo quanto o Museu do Amanhã, tem guias em todo o percurso, que inclui a sala de troféus e a dedicada aos cinco Mundiais conquistados. Sinta-se dentro de campo e ouça áudios com narrações de Osmar Prado e José Silvério. Entrada R$ 22; grátis para quem tiver ingresso para a Olimpíada.

Museu Casa do Pontal
A uma hora do centro da cidade, o museu de arte popular é considerado o maior do estilo no País. Inaugurado como museu em 1995, seu acervo guarda 8 mil obras que o pintor francês Jacques Van de Beuque reuniu em suas viagens pelo Brasil. As visitas podem ser feitas sem guia, mas o bacana é participar das visitas teatralizadas, de terça a domingo, sem custo adicional (agende). Ingresso: 12. Durante os Jogos, o museu fará edições de seu programa Leme ao Pontal – O Brasil além do cartão-postal, que percorre parte da orla carioca.

Cidade das Artes
O espaço, que se define como um espaço para a manifestação cultural de “todos os povos”, será a Casa Japão durante os Jogos Ficará aberta ao público, com programação especial (ainda em definição – fique de olho no bit.ly/casajapa). Mas o complexo realiza eventos culturais que valem a pena em qualquer época do ano.

Museu do Samba – Centro Cultural Cartola
Poucos quarteirões acima da quadra da Mangueira, a estátua de Cartola dá as boas-vindas no Museu do Samba. Apesar de estar cravado no coração da comunidade mangueirense, ali se faz justiça: da sala reservada à história de cada uma das escolas aos instrumentos musicais. Na Olimpíada, está prevista a exposição 100 Anos do Samba, além de saraus, oficinas de dança e de arte carnavalesca. Combine a visita com uma paradinha na quadra da Mangueira (mangueira.com.br). Em agosto, os ensaios de carnaval estarão a todo vapor (sábados, 22h) e, no segundo sábado do mês, tem feijoada (R$ 20 a entrada, R$ 40 o prato, em média).

G.R.E.S. Império Serrano
A agremiação faz parte de um verdadeiro caminho do samba ao lado da parceira Portela, a apenas 800 metros. No terceiro sábado do mês, a escola faz sua feijoada a partir das 13 horas, com shows (Diogo Nogueira em agosto e Arlindo Cruz e seu filho Arlindinho em setembro). O valor da feijoada é R$ 20 – reserve com antecedência.

Quinta da Boa Vista – Museu Nacional e Zoológico
Aos pés do Morro da Mangueira, a antiga fazenda foi residência da família real até se tornar palácio do Império no século 19. Hoje, a Quinta da Boa Vista é um parque municipal que abriga tanto o Jardim Zoológico (bit.ly/zoo-do-rio) quanto o Museu Nacional (museunacional.ufrj.br). Durante os Jogos, ambos estarão abertos à visitação. Fique atento, porém, aos dias de eventos olímpicos nas proximidades do parque, como as cerimônias de abertura e encerramento no Maracanã (5 e 21 de agosto), já que o local costuma ser fechado para servir de estacionamento.

Feira de São Cristóvão
São 700 barracas, distribuídas em sete núcleos culturais e mais dois palcos, que traduzem as tradições nordestinas em comidas arretadas, ritmos animados e decoração colorida. Por ali, passam cerca de 300 mil pessoas por mês interessadas em comprar artesanato, alimentos e outros produtos típicos.

Mercado Municipal (Cadeg)
De verduras a roupas, de flores a pet shops: há de tudo entre os 700 expositores do Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara. Para comer, são 39 bares e restaurantes, como o Cantinho das Concertinas, que realiza uma festa portuguesa aos sábados (das 11h às 16h). O mercado também tem festivais e shows – em julho, Serjão Loroza se apresenta dia 24, às 15h.

Arcos da Lapa (Aqueduto da Carioca)
Passar sob seus 42 arcos duplos de alvenaria em estilo romano ou atravessá-lo por cima, no bondinho de Santa Teresa, é emocionante. Erguido no século 18 para melhorar o fornecimento de água à cidade, é a porta de entrada para a boemia da Lapa. Ainda não há programação, mas é bem possível ter alguma atividade por ali nos Jogos.

Museu da Chácara do Céu (Museus Castro Maya)
Paga-se R$ 2 para entrar e ver uma série de desenhos de Cândido Portinari e uma seleção de aquarelas do francês Jean Baptiste-Debret – entre 20 de julho e 25 de setembro, complementada pela exposição Debret e a Missão Francesa. Como Museu-Casa, preserva móveis da época em que ainda era residência de seu patrono, Raymundo de Castro Maya.

Cordão da Bola Preta
Um dos mais antigos blocos carnavalescos do Rio tem festa o ano todo em sua quadra. A feijoada rola sempre no primeiro sábado de cada mês, com roda de samba (entrada R$ 20; prato R$ 22). Na Olimpíada, a comilança vai rolar em três sábados (6, 13 e 20). Às sextas e sábados, haverá festas com DJs cariocas das 22h às 5h.


Rua do Lavradio 
Primeira rua residencial do Rio, seus casarios antigos ainda sobrevivem – alguns abandonados, outros transformados em lojas de antiguidades, além de bares e restaurantes estilosos (caso da Casa Momus e do Santo Scenarium, por exemplo). No primeiro sábado de cada mês, a Feira Rio Antigo deixa a rua tomada de barracas e artistas.

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