Sabores líquidos nas adegas da Cidade do Cabo
Há outro delicioso argumento para incrementar o roteiro na África do Sul, e tem a ver com aquele agradável ruído do espocar de rolha. Nos arredores da Cidade do Cabo há dezenas de adegas, cooperativas e fazendas dedicadas à produção de vinho nas pequenas cidades de Stellenbosch, Paarl e Franschhoeck. A maioria está aberta à visitação, você pode explorá-las de carro ou ônibus de excursão.


Vinicula Delaire Graff Estate na Cidade do Cabo
Divulgação/DelaireGraffWinery
Há outro delicioso argumento para incrementar o roteiro na África do Sul, e tem a ver com aquele agradável ruído do espocar de rolha. Nos arredores da Cidade do Cabo há dezenas de adegas, cooperativas e fazendas dedicadas à produção de vinho nas pequenas cidades de Stellenbosch, Paarl e Franschhoeck. A maioria está aberta à visitação, você pode explorá-las de carro ou ônibus de excursão.
Por ali são produzidos alguns dos rótulos mais festejados do chamado Novo Mundo, jargão dos entendidos em vinho que significa praticamente o planeta inteiro menos a Europa. A variedade das uvas é respeitável e inclui cabernet sauvignon, malbec e chardonnay. Mas a variedade essencialmente local é a pinotage, criada lá mesmo, na África do Sul, a partir do cruzamento da pinot noir com a cinsault (ou hermitage).
Visitei a Delaire Graff Stat, uma senhora vinícola que mistura spa, hotel, galerias de arte e restaurante em Stellenbosch, a cerca de 40 minutos da Cidade do Cabo. A imensa propriedade abriu as portas ao público em 2009, com um casarão de arquitetura colonial que guarda mais de 3.000 obras de arte.
A mais famosa delas é a pintura Chinese Girl, de Vladimir Tretchikoff, avaliada em US$ 1,5 milhão. É com ela que os visitantes se deparam ao entrar no grande salão onde está localizada a recepção. Para dar uma volta e apreciar a vista, os quadros e as esculturas, o turista não paga nada.
Segundo Katherine Harris, gerente de marketing e vendas, a vinícola produz 220 mil garrafas de vinho por ano e atrai, em média, 600 visitantes por dia. O público é formado principalmente por alemães, ingleses e poloneses. “São poucos os brasileiros que vêm até aqui”, diz a simpática norte-americana que conduz o tour. “No total, 60% dos visitantes são estrangeiros”, destaca Katherine.
Brilho Eterno
A melhor época para fazer a visita vai de dezembro a março. Entre uma e outra taça de vinho, se o seu bolso permitir, você ainda pode comprar belíssimos diamantes e relógios da joalheria britânica Graff, proprietária da vinícola.
Almoçar ali vale 700 rands (R$ 145). Você escolhe entre frutos do mar e sofisticadas combinações à base de carne de cordeiro, porco ou boi. Tudo regado a bons vinhos – a garrafa de cabernet sauvignon sai por 195 rands (R$ 40). Para comprar um bom pinotage, vá à vinícola ao lado, a Kanonkop. É a especialidade da casa e sai por justos 260 rands (R$ 55). Saúde!
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