Um castelo sem nobreza e a nobreza do patrimônio

Le Château Frontenac Divulgação Imponente no alto da cidade murada – a única na América do Norte acima do México -, Le Château Frontenac é onipresente na paisagem de Quebec. O castelinho sempre aparece em fotografias e pinturas e vive lotado de turistas. Lá eles descobrem que o Frontenac nunca abrigou reis ou nobres. Já […]

Escrito por: Nathalia Molina4 min de leitura
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Le Château Frontenac

Divulgação

Imponente no alto da cidade murada – a única na América do Norte acima do México -, Le Château Frontenac é onipresente na paisagem de Quebec. O castelinho sempre aparece em fotografias e pinturas e vive lotado de turistas. Lá eles descobrem que o Frontenac nunca abrigou reis ou nobres. Já foi concebido para ser um hotel da companhia ferroviária Canadian Pacific Railway. Abriu em 1893, ainda incompleto, e desde 2001 é administrado pela Fairmont (fairmont.com/frontenac-quebec). A rede fez no hotel uma renovação de US$ 75 milhões, entregue em julho de 2014.

Muitos visitantes começam a visita a Quebec por ali. O castelinho, que virou símbolo da cidade, tem localização estratégica. O panorama exibe o Rio Saint-Laurent, as construções da capital e a Citadelle (lacitadelle.qc.ca), fortificação em formato de estrela, no ponto mais alto da cidade Construída entre 1820 e 1850, abraça vários prédios – entre eles, o mais antigo edifício militar canadense, de 1693. Lá funciona o Musée Royal 22.º Régiment, sobre a história desse regimento. De 24 de junho a 1.º de setembro, às 10 horas, há troca da guarda.

A Citadelle se integra à muralha de 4,6 quilômetros de extensão que cerca a parte alta de Quebec, sistema defensivo erguido entre 1608 e 1871. É possível se aventurar por ela seguindo um mapa ou fazer um tour guiado.

Pelo valor arquitetônico e histórico da muralha e das construções, Vieux-Quebec (área antiga da cidade) foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 1985. Caminhar por essas charmosas ruas é o mais prazeroso passeio na capital da província francesa. Nos dias de calor, o Terraço Dufferin, em frente ao Frontenac, lota de gente.

Pertinho dali, cabeças disputam um ângulo de visão para as pinturas expostas na estreita Rue du Trésor ou para a riqueza do interior da Notre-Dame de Quebec, basílica erguida em 1664. São as ruas cheias de butiques, restaurantes e cafés em edifícios centenários que dão a Quebec um ar encantador, especialmente nas ruas Saint-Louis, Saint-Jean e Saint-Paul.

Para momentos doces, é indicada uma pausa em dois pequenos museus da Saint-Jean: do chocolate, no número 634, na Chocolaterie Érico (ericochocolatier.com); e do bordo (ou maple, chamado em francês de érable), no número 1.044, na Les Délices de l’Érable (mapledelights.com). As duas vendem também produtos elaborados com os ingredientes.

Siga pela Rue Saint-Paul para ver o resto da cidade. A Grande Allée leva à Colline Parlementaire, o parlamento (assnat.qc.ca), em edifício do fim do século 19. E ao Parc des Champs de Bataille. Foi ali que, em 1759, o general Wolfe derrotou o francês Montcalm na Batalha das Planícies de Abraão, levando a França a ceder o Canadá à Grã-Bretanha quatro anos depois.Por ano, 4 milhões de pessoas visitam esse parque, na região conhecida por Plaines d’Abraham (lesplainesdabraham.ca). Há até um jardim em homenagem a Joana D’Arc.

Na Avenue Cartier, para além da zona turística tradicional, pausa para um lanche no Picardie Cartier (picardiecartier.com), café com deliciosos pães, frios e pastas. Fora do circuito básico, outra direção é o descolado Saint-Roch, bairro mais afastado. Antigas fábricas foram renovadas e hoje atraem artistas e estudantes. Na Rue Saint-Joseph e no Boulevard Charest há cafés, bares, galerias e lojas de estilistas regionais, como a Signatures Québécoises (signaturesquebecoises com).

Também há design e galerias de arte na Vieux-Quebec, perto do porto. Ali, no Quartier Petit-Champlain, nasceu Quebec em 1608, no ponto onde fica a Place-Royale. A bela igreja Notre-Dame-des-Victoires, de 1688, é toda de pedra, assim como as ruas de pedestres da região. Há butiques e bistrôs na Rue du Petit-Champlain e em seu entorno. A viela é considerada a rua mais antiga da América do Norte.

Para retornar à parte alta de Quebec, você pode encarar a Escalier Casse-Cou (Escadaria Quebra Pescoço) ou tomar o funicular Du Vieux-Québec (funiculaire-quebec.com), em operação desde 1879. O trajeto inclinado a 45 graus descortina o porto e o Rio Saint-Laurent, na subida de volta ao Terraço Dufferin.

Durante o verão, fica lotado, ainda mais nas noites de fogos de artifício – neste ano, entre 1.º e 19 de agosto, às 21 horas, às quartas-feiras e sábados.

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