Um parque de diversão natural na Chapada Diamantina

Ao longo das encostas da Chapada Diamantina- e algumas vezes em cima delas – estão espalhadas diversas atrações que merecem pelo menos um dia da sua viagem. É como se fossem as montanhas-russas de um emocionante parque temático chamado Vale do Pati

Escrito por: Meon Redação5 min de leitura
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Gruta Azul na Chapada Diamantina

Gruta Azul na Chapada Diamantina

Divulgação

Ao longo das encostas da Chapada Diamantina- e algumas vezes em cima delas – estão espalhadas diversas atrações que merecem pelo menos um dia da sua viagem. É como se fossem as montanhas-russas de um emocionante parque temático chamado Vale do Pati. Além disso, Chapada reúne uma coleção enorme de imponentes quedas d’água que podem ser visitadas a partir de Lençóis, entre elas a famosíssima Cachoeira da Fumaça, que tem 340 metros, segunda mais alta do País.

Cachoeirão
Ao contrário do que o nome indica, esse lugar não é apenas uma grande queda d’água – e bota grande nisso, são quase 280 metros de altura – no fundo de um amplo vale. Apesar de necessitar de uma boa chuva para funcionar – e aí está a graça -, quando isso ocorre podem se formar até 15 imensas cachoeiras paralelas. Ainda assim, o passeio merece ser feito em quaisquer condições. O caminho mais clássico oferece uma vista incrível de cima do vale (provavelmente a sua melhor foto da viagem) e leva três horas desde a casa de seu Wilson. Outra opção é caminhar meio dia a partir da casa de seu Eduardo, para alcançar a parte de baixo do Vale do Cachoeirão, com um delicioso poço para se refrescar.

Morro do Castelo
Uma vez que se adentra o Vale do Pati, esse morro se faz onipresente. O que surpreende é que sua forma vai mudando conforme o ângulo de onde se observa. Até chegar a um ponto em que se compreende perfeitamente o porquê do nome: é idêntico ao Castelo de Grayskull, aquele do He-Man. Passeio clássico que dura meio dia, subir até o topo (a 1.470 metros) demanda 1h20 de esforço arretado. Mas o sufoco compensa não só pela vista enlouquecedora que se tem do alto. A surpresa (desculpe, mas preciso contar) é uma gruta bem ampla que atravessa de um lado para o outro da montanha. Outrora era permitido dormir lá. Mas você não precisa ver o sol nascendo dali para o passeio valer muito a pena.

Morro do Castelo

Morro do Castelo

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Cachoeiras dos Funis 
Alguns pronunciam no plural, outros chamam de Cachoeira do Funil, mas todos falam do mesmo lugar. Divertida e refrescante atividade matinal a uma hora de caminhada para quem acorda na casa de seu Wilson, dona Leia ou dona Raquel. Se estiver vindo do Capão e acampado nas ruínas da Ruinha, são apenas 25 minutos. A queda não é vertical, porém é muito fotogênica e o pequeno poço é refrescante na medida certa. Cuidado com as pedras ao entrar. Os mais dispostos podem combinar com uma subida ao Morro do Castelo no mesmo dia.

Poção
Quando estiver margeando o Rio Pati até o fundo do vale, peça para o guia parar neste lugar. Desfrute do privilégio de se refrescar – possivelmente sem mais ninguém em volta – numa ampla piscina natural de águas cor de chá mate, porém limpíssimas (a tonalidade vem da alta concentração de ferro). Você pode dar braçadas sob o sol do meio-dia e, em seguida, almoçar ali mesmo.

Rampa do Caim
Quem não tiver pique para percorrer todo o trajeto pode ter uma bela ideia do que é o Vale do Pati do alto deste mirante. Saindo da charmosíssima vila garimpeira de Xique-Xique de Igatu (uma excelente parada cultural), esta longa – porém tranquila – caminhada de 10 quilômetros demora 2h30 para alcançar a Rampa do Caim e sua fantástica vista dos Vales do Pati e do Paraguaçu. No caminho, contorna lajeados e antigas tocas de garimpeiros.

Cachoeira Mosquito
Não se preocupe, você não será vítima de uma infestação de insetos nesta vigorosa cachoeira de quase 60 metros. Foi batizada assim porque lá foram encontrados apenas diamantes pequenos – ou “mosquitos”, como eram chamados pelos garimpeiros.

Fumacinha
Difícil não se espantar com a foto acima. No limite entre Mucugê e Ibicoara, a linda cascata ganhou seu nome em homenagem à célebre matriz. São quatro quedas, sendo a última de 100 metros. Se visitada por cima, exibe um cânion fotogênico.

Cachoeira da Fumaça na Chapada Diamantina

Cachoeira da Fumaça

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Encantada
Uma das mais novas descobertas da região de Itaetê, com cerca de 200 metros de altura, faz jus ao nome. Para chegar, uma hora de carro e três de trilha de nível médio. Porém, poucas agências ainda levam a este tesouro.

Buracão
Talvez a maior joia da Chapada, em Ibicoara, este imenso coliseu de pedras estratificadas ostenta uma baita queda d’água de 80 metros. Para alcançá-la é preciso nadar por um cânion estreito. E ainda há um poço caudaloso, com ares de piscina olímpica

SAIBA MAIS
Lençóis – Aéreo: a Trip/Azul é a única empresa que tem frequências semanais de voos entre Salvador e Lençóis, às terças, quintas e aos domingos. Tarifas a partir de R$ 142 cada trecho (voeazul.com.br)

Ônibus: três frequências diárias de ônibus ligam Salvador a Lençóis. Passagens desde R$ 63,60 na Real Expresso (realexpresso com.br)

Melhor época: não há baixa estação na Chapada Diamantina. De novembro a fevereiro chove, enchendo as cachoeiras. Até maio os campos estão verdes. A temporada seca dura até outubro

Pacotes: diversas opções para trekkings no Vale do Pati no

blogs.estadao.com.br/viagem

Site: bahia.com.br

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