Unidos de Bangu vence série B e desfila na Sapucaí em 2018
A escola de samba Unidos de Bangu foi a grande vencedora do carnaval carioca da Estrada Intendente Magalhães, na zona norte da cidade, onde desfilam as agremiações das séries B, C, D e E. Com isso, em 2018, Bangu vai abrir o desfile na Sapucaí na Série A, o grupo de acesso ao Grupo Especial. Com o enredo Onde Há Fumaça, Há Fogo, a esco

A escola de samba Unidos de Bangu foi a grande vencedora do carnaval carioca da Estrada Intendente Magalhães, na zona norte da cidade, onde desfilam as agremiações das séries B, C, D e E. Com isso, em 2018, Bangu vai abrir o desfile na Sapucaí na Série A, o grupo de acesso ao Grupo Especial. Com o enredo Onde Há Fumaça, Há Fogo, a escola da zona oeste fez 269,1 pontos. A apuração ocorreu na tarde de hoje (2), no Terreirão do Samba, ao lado do Sambódromo, no centro da cidade.
O presidente da escola, Alexandre Carros, agradeceu a sua comunidade e disse que vai lutar para manter Bangu no grupo de acesso. “Muda toda a estrutura, porque era um carro e um tripé, agora são quatro carros. A gente está pronto para isso, temos uma base, então vamos seguir, vamos lutar para conseguir se manter [na Série A], não é só tentar evitar o rebaixamento não. Estamos vindo prontos para permanecer no grupo. Bangu está firme e forte, a comunidade é grande e abraça. Agora, vai abraçar mais ainda”.
Carros garante que vai manter a base da equipe vencedora, inclusive os carnavalescos Rodrigo Marques e Guilherme Diniz. Muito feliz com a conquista, Marques disse que o enredo contou a história do fogo. “A gente narrou a história do fogo, desde o princípio, a descoberta do fogo, evoluindo pela sociedade, sua importância na construção de uma sociedade e terminamos com o fogo na maneira como conhecemos hoje, com fogos de artifício, o Botafogo, que é um time de futebol que tem fogo no nome”.
Marques disse que o trabalho na Intendente Magalhães é muito árduo e exige criatividade redobrada. “É um laboratório muito bom, porque você encontra muita dificuldade, apesar de ser um carnaval menos volumoso. Tem que reciclar da reciclagem, trabalhar com o lixo do lixo e encontrar o ouro naquilo. É ali que você acaba valorizando aquilo que para uma escola maior não tem muita importância, você pega a acaba criando alguma coisa em cima daquilo”.
Em segundo lugar na Série B ficou a escola Unidos do Cabuçu, do Lins de Vasconcelos, na zona norte, e a terceira colocada foi a Tradição, de Campinho, também na zona norte. As que obtiveram as menores pontuações e desfilam na Série C em 2018 foram a Mocidade Unida do Santa Marta, Favo de Acari, Caprichosos de Pilares e Leão de Nova Iguaçu.
Série C
A grande vencedora da Série C foi a Unidos das Vargens, de Vargem Grande, na zona oeste do Rio, que fez 269,4 pontos com o enredo Terra, Fogo, Água e Ar – uma Explosão de Vida. O presidente, Ronaldo Fernandes, comemora o retorno à Série B, depois do rebaixamento no ano passado.
“Conseguimos voltar com muita garra, com muita luta. Nem quadra nós temos, todos sabem disso. E graças a deus, graças à minha diretoria, aos patrocinadores, aos amigos. Eu quero parabenizar todas as escolas da Série C, porque eu sei como é o sofrimento. Praticamente sem subvenção nós fizemos um carnaval maravilhoso na Série C. Parabéns para todos nós!”
Das 14 escolas, mais duas desfilarão na Série B em 2018: Lins Imperial, do Lins de Vasconcelos, e Acadêmicos de Vigário Geral, ambas da zona norte, que ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. As últimas colocadas, que passam para a série D no próximo ano foram: Flor da Mina do Andaraí, Arrastão de Cascadura, Coroado de Jacarepaguá e União de Jacarepaguá.
Série D
Na Série D, a vencedora foi a escola Império da Uva, de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, que alcançou 269,4 pontos com o enredo Brasil Africano: o Canto dos Silenciados. Muito emocionado, o presidente da escola, Portuga, disse que a vitória foi reflexo do trabalho árduo da equipe. “A equipe trabalhou até o final, sem grana, sem patrocínio, sem ajuda de ninguém, mas a equipe da Império da Uva, graças a Deus, conseguiu. Estão todos lá na quadra e estamos indo para lá comemorar”.
O carnavalesco da escola, Miro Freitas, também destacou a dificuldade financeira para completar o trabalho. “Esse ano foi um trabalho muito árduo, sem material, sem verba, lutei muito. Fiz carro alegórico em três dias, virei noite para sair o trabalho. [Quero] agradecer também a São Clemente, que ajudou muito com material e apoio, trabalhei 17 anos lá”.
Em segundo lugar ficou a Difícil é o Nome, de Pilares, na zona norte do Rio de Janeiro, e em terceiro a Rosa de Ouro, de Oswaldo Cruz, na zona norte. As três primeiras colocadas sobem agora à Série C no próximo ano. Das 15 escolas da série D, ficaram nas últimas colocações e passam para a Série E em 2018 a Acadêmicos do Dendê, Unidos do Manguinhos, Mocidade Unida de Jacarepaguá, Nação Insulana e Matriz de São João.
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