Você é otimista ou entusiasta?

A Ticiane Toledo, do Blog Vida Fit, ficou com dúvida quando questionada se era entusiasta ou otimista. Então resolveu ir atrás e descobrir, de uma vez por todas, qual a diferença entre as duas personalidades.

Escrito por: Ticiane Toledo6 min de leitura
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Até que ponto apenas pensar positivo pode melhorar a sua vida?

Reprodução/Vida Fit

A Ticiane Toledo, do Blog Vida Fit, ficou com dúvida quando questionada se era entusiasta ou otimista. Então resolveu ir atrás e descobrir, de uma vez por todas, qual a diferença entre as duas personalidades.

“Hoje eu tava aqui respondendo a um questionário de uma amiga e, num dos tópicos, a questão era se eu me considero otimista ou entusiasta. Fiquei super em dúvida, porque me considero os dois. Então, fui pesquisar o que cada palavra realmente representa:

Otimismo

o.ti.mis.mo

sm (ótimo+ismo) 1 Disposição, natural ou adquirida, para ver as coisas pelo bom lado e esperar sempre uma solução favorável das situações, ainda as mais difíceis. 2 Filos Sistema dos que consideram este mundo o melhor dos mundos possíveis. 3 Filos Sistema dos que têm fé no progresso moral e material atuais, na evolução social para o bem e para o ótimo. Var: optimismo.

Entusiasmo

en.tu.si.as.mo

sm (gr enthousiasmós) 1 Excitação da alma quando admira excessivamente. 2 Arrebatamento. 3 Paixão viva; dedicação. 4 Alegria ruidosa. 5 Exaltação criadora que torna sublimes os poetas, os artistas e os oradores. 6 Inspiração. Antônomo (acepções 1, 3 e 4): indiferença.

Refleti, pensei, analisei, fui buscar outros textos que falam sobre a questão e cheguei a uma opinião:

Ao meu ver, o entusiasta é aquele que, por ter tanta paixão por algo, se dedica, vai e faz. É a ação motivada pelo entusiasmo interno, e pode até ser encarado pelos outros como uma pessoa explosiva ou passional. Enquanto, o otimista é o cara que acredita no copo meio cheio sempre e, por isso, crê que tudo vai acabar bem, mas é uma personalidade mais passiva, que espera muito mais da ação de fatores externos do que internos.

Numa breve analogia: o entusiasta é o cara que trabalha e corre atrás do seu primeiro milhão, e o otimista é o cara que acredita que vai ganhar na loteria para, assim, faturar pelo seu primeiro milhão.

Então vi que até pouco tempo atrás, eu era muito mais otimista do que entusiasta. Esperava que os outros resolvessem meus problemas e tomassem as decisões por mim pra que tudo pudesse, enfim, terminar bem. Esperava as condições perfeitas (e que elas chegariam, claro) para que eu pudesse dar andamento nos meus planos e sonhos.

Exemplos: “quando eu reduzi os seios, vou ter muito mais motivação pra emagrecer” – falso! Até cheguei a recuperar alguns quilinhos depois da cirurgia por pura preguiça e descuido. “Vou esperar ter dinheiro o suficiente pra me dedicar full time ao VIDA FIT e, aí, serei feliz” – falso! Até tentei esperar, mas nunca vai existir “dinheiro o suficiente”, e o tempo não ia parar para eu acumular essa quantia que eu nem sabia o quanto era exatamente (e quanto mais o tempo passava, mais infeliz eu me tornava).

Esperava e acreditava que somente no futuro eu seria realmente feliz, quando todos os planetas se alinhassem, eu encontrasse meu pote de ouro e o príncipe encantado viesse montado num unicórnio mágico para morarmos, ricos e apaixonados, nas ilhas gregas. E por aí vai. Mas quem disse que eu tirava a bunda da cadeira para correr atrás de tudo isso? Utopia demais, ação de menos.

Hoje, já me considero uma entusiasta. E mais, especificamente, de uns três meses para cá já estou muito mais próxima do meu objetivo físico do que eu estava há um ano, e tudo porque eu parei de esperar pelas condições perfeitas: se estava frio eu ia encontrar o pessoal da GO pra treinar; se tava calor, chovendo, ventando ou qualquer coisa, ia do mesmo jeito. Não sou feita de açúcar, oras! Aliás, esse foi o primeiro inverno da minha vida em que eu não matei um treino e não inventei desculpas para ficar na cama! Super vitória!

Junto com a nutricionista Renata, reaprendi a me alimentar da maneira mais inteligente e estratégica para o meu corpo e para a minha personalidade, e parei de esperar que todo mundo criasse a mesma consciência que eu para não ter que enfrentar mais tentações no meio do caminho. Parei de ter “dó” de mim e passei a entender que a escolha é minha e apenas minha.

Afinal, o mundo não vai parar nem por mim nem por você. Meus amigos continuam comendo pizza e tomando cerveja, enquanto eu, que sou responsável por mim mesma e mais ninguém, devo reconhecer e gerir as minhas vontades, escolhendo quando e quanto vou consumir de um alimento ou bebida. Essa consciência vem tanto dos aprendizados com a nutri quanto dos anos de terapia, claro.

Parei de idealizar o príncipe encantado dos contos de fadas e, quando abri meus olhos para vida real, vi que o tal príncipe estava bem debaixo do meu nariz e que ele não veio num unicórnio mágico, mas tem tudo o que eu amo e sempre busquei num parceiro, e que não moramos nas ilhas gregas, mas temos um lar tranquilo, sereno e cheio de amor.

Parei de esperar o momento certo de me arriscar e correr atrás do meu propósito de vida: pedi demissão da empresa onde eu trabalhava para voltar a ser o que eu sou e fazer o que eu acredito –o blog lindo e amado chamado VIDA FIT, que, por sinal, é um dos pilares da minha vida.

É difícil empreender? Sim. Falta tempo, falta dinheiro, falta maturidade em muitas vezes, noutras falta segurança e autoestima. Mas cá estou, e muito bem: me virando, aprendendo a cada dia, quebrando a cara em alguns momentos, vencendo em outros, me respeitando e sendo respeitada por quem eu amo e ganhando carinho gratuito de muita gente que eu nunca vi na rua.

Parei de achar que só serei feliz amanhã. Sou feliz agora, hoje. Mesmo nada estando 100% perfeito (cá entre nós, nunca vai estar, né?). Quando encontrei meu propósito e minhas paixões, me transformei numa pessoa de ação.

Seus propósitos e suas paixões não precisam e nem devem ser iguais às minhas porque a felicidade não está apenas num home office na praia, num corpo sarado ou num saldo bancário homérico. Não que eu tenha nada disso -por enquanto, tô mais próxima apenas do home office na praia (hahahaha). Felicidade e propósito são coisas pessoais, individuais, particulares e devem ser intransponíveis!

É legal ser otimista e ver o copo sempre meio cheio, acreditar no lado positivo e não focar no negativo. Mas para que as coisas fiquem e terminem bem, não basta pensar: tem que agir! Arregaçar as mangas, tirar o bumbum do sofá e dar as caras na vida, doa o que doer. E você, se considera otimista ou entusiasta?

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