Volta ao passado na Espanha
Bonitas, delicadas e polvilhadas por um sem-fim de construções multicentárias, lindas igrejas, monumentos e praças paradas no tempo.


Cuenca, na Espanha
Felipe Mortara/Estadão
Toledo – Bonitas, delicadas e polvilhadas por um sem-fim de construções multicentárias, lindas igrejas, monumentos e praças paradas no tempo.
São, antes de tudo, preservadas com esmero. As cidades-patrimônio, cujos centros históricos foram assim classificados pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), souberam conservar a riqueza arquitetônica deixada por seus antepassados. E a Espanha está cheia delas.
Atualmente, a Unesco considera patrimônios 1.007 sítios espalhados por 161 países. Na Europa, o continente com a maior quantidade deles, a Espanha é um dos países com maior número de tesouros: 44 no total. Destes, 15 são formados por antigos centros históricos e vilas muradas – no continente e nas Ilhas Canárias e Baleares – que pertencem ao Grupo Ciudades Patrimonio de la Humanidad de España (ciudadespatrimonio.org), entidade que reúne 15 das cidades contempladas com o título concedido pela Unesco com intuito de fomentar o turismo e a preservação.
A título de comparação, no Brasil, estão nessa categoria os centros históricos de Olinda (PE), Salvador (BA) e Ouro Preto (MG). Edifícios, cidades, paisagens e até mesmo costumes populares ganham outro sentido ao serem classificados como patrimônio pela Unesco. “Uma cidade-patrimônio é aquela que soube preservar a herança histórica que recebeu e que dispõe de um inegável valor cultural, singularidade e excepcionalidade”, explica Ángel Rosado, gerente da organização. Trata-se, portanto, de lugares únicos e extraordinários – não necessariamente famosos. Um motivo a mais para criar um roteiro não convencional pelo país ibérico.
Os critérios da Unesco são bastante rígidos para seleção destas cidades – status turístico definitivamente não garante título – e o processo pode levar décadas. “É preciso garantir a proteção e manutenção dos centros históricos, inclusive arcando com restauração. E também integrando o patrimônio com o estilo de vida atual”, pondera Rosado. Além das conhecidas Córdoba e Santiago de Compostela, a lista contempla cidadezinhas que não costumam aparecer nos pacotes de viagens tradicionais dos brasileiros, como Cuenca e Alcalá de Henares, que você deve conhecer melhor.
Posts Relacionados

Bienal Literária de Taubaté recebe inscrições de escritores e editoras até 24 de outubro


Fundação Cultural de São José disponibiliza guia online com programação de setembro
