Apesar da eliminação, Tim Howard sai como ídolo dos Estados Unidos

A Bélgica classificou-se para as quartas de final da Copa do Mundo da Fifa pela primeira vez em 28 anos. O capitão belga, que tinha apenas dois meses de idade quando Ceulemans, Scifo e outros jogaram no México 1986, elogiou muito Tim Howard.

Escrito por: Fifa3 min de leitura
fundo_placeholder-023136
2397535_full_lnd

Tim Howard foi muito elogiado após bela Copa do Mundo

Getty Images/Fifa.com/Divulgação

A Bélgica classificou-se para as quartas de final da Copa do Mundo da Fifa pela primeira vez em 28 anos. O capitão belga, que tinha apenas dois meses de idade quando Ceulemans, Scifo e outros jogaram no México 1986, elogiou muito Tim Howard.

Ele só tinha duas palavras depois da suada vitória, num sinal de respeito ao goleiro. Vincent Kompany não foi o único. Por algum tempo, essas mesmas duas palavras foram as únicas mencionadas pelos torcedores e fanáticos do futebol. E não por acaso. Howard foi heroico na derrota dos EUA ao fazer 16 defesas, uma marca não alcançada desde que os números da Copa do Mundo da Fifa começaram a ser registrados. O prêmio Craque do Jogo , que foi concedido a um jogador da seleção derrotada pela terceira vez no Brasil 2014, parecia não ser uma recompensa suficiente por tantos esforços.

Howard jogou de tal forma que inspirou admiração e adulação de companheiros, adversários e torcedores. O técnico Jürgen Klinsmann usou os adjetivos “fenomenal”, “excelente” e “incrível” para elogiar o experiente arqueiro. O Wall Street Journal descreveu a atuação como “o melhor desempenho de um goleiro na história”.

Os atos heroicos do jogador de 35 anos também se transformaram em uma sensação da internet, com mais de 1,8 milhão de menções no Twitter durante o jogo. A hashtag #ThingsTimHowardCouldSave (coisas que Tim Howard poderia defender) também foi bastante usada. Foram sugeridos dinossauros, o Titanic e o famoso soldado Ryan de Steven Spielberg entre uma série de outras ideias criativas.

Não contentes apenas com elogios, torcedores dos EUA ainda lançaram um pedido oficial à Casa Branca para renomear um aeroporto de Washington com o nome do goleiro, sugerindo que seria apenas o reconhecimento de “um tesouro nacional”.

No meio de tanta exaltação, foi fácil se esquecer de que o goleiro do Everton, apesar dos recordes quebrados e das belas defesas, perdeu a partida. Segundo o técnico e os companheiros de seleção, os americanos não teriam chegado até a prorrogação se não fosse pelo desempenho do arqueiro.

“Acho que ele foi fantástico hoje”, disse Michael Bradley à Fifa. “Ele é um jogador importante para nós, um líder. Contamos sempre com ele.”

Bradley falou por toda a equipe. Apesar da decepção após 120 minutos emocionantes mas infrutíferos, os jogadores dos EUA fizeram questão de elogiar os esforços de um goleiro cujo futuro na seleção ainda está incerto, pois ele terá 39 anos na Rússia 2018.

“Timmy sabe que confiamos nele, e ele é um jogador fundamental”, disse à Fifa Jermaine Jones, um dos astros dos EUA no Brasil 2014. “Ele jogou uma partida incrível e foi o craque do jogo. Tenho de tirar o chapéu para ele.”

O homem do momento também falou ao microfone da Fifa, mas como sempre ele preferiu redirecionar a atenção do seu próprio desempenho para as realizações da equipe. “Podemos ir embora com a cabeça erguida”, afirmou. “Entramos no grupo da morte e jogamos de igual para igual com a Bélgica, uma seleção europeia excelente que dará problemas para a Argentina. Acho que crescemos como equipe e como indivíduos. Agora estamos orgulhosos.”

Publicado em: