Após prisão de Nuzman, vice de conselho assume Comitê Rio-2016 por até seis meses
Sem poder contar com Carlos Arthur Nuzman, preso desde o dia 5 de outubro no curso da Operação Unfair Play, o Comitê Rio-2016 será presidido temporariamente por Edson Menezes, primeiro vice-presidente do conselho que administra a entidade. Ele poderá ficar no cargo por até 180 dias. A definição aconteceu em reunião do conselho realizada nesta…

Sem poder contar com Carlos Arthur Nuzman, preso desde o dia 5 de outubro no curso da Operação Unfair Play, o Comitê Rio-2016 será presidido temporariamente por Edson Menezes, primeiro vice-presidente do conselho que administra a entidade. Ele poderá ficar no cargo por até 180 dias.
A definição aconteceu em reunião do conselho realizada nesta terça-feira no escritório do advogado Sergio Mazzillo, um dos defensores de Nuzman. A definição de Edson Menezes para seguir à frente do Comitê Rio-2016 foi baseada no que prevê o estatuto da entidade, que diz que, em caso de vacância temporária da presidência, o primeiro vice-presidente assume o cargo.
Todos os integrantes do conselho estiveram presentes. Além de Menezes, integram o colegiado a empresária Luiza Trajano (presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza), o ex-jogador de vôlei Bernard Rajzman, Manoel Felix Cintra Neto (ex-presidente da BM&F) e José Antônio do Nascimento Brito (ex-presidente do Conselho Editorial do “Jornal do Brasil”).
Ex-presidente do Banco Prosper, Edson Menezes já comandava interinamente o comitê que organizou os Jogos do Rio-2016 desde que Carlos Arthur Nuzman se licenciou do cargo, no último dia 7. O afastamento temporário foi pedido pelo cartola em carta assinada da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio, onde Nuzman está preso preventivamente.
Na última quarta-feira, Carlos Nuzman renunciou à presidência do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Do Rio-2016, contudo, ele optou por apenas se manter afastado temporariamente. O comitê que organizou a Olimpíada realizada no ano passado têm dívidas na casa dos R$ 100 milhões.
No último sábado, o ex-diretor de operações do Comitê Rio-2016, Leonardo Gryner, deixou a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro. Considerado o ex-braço direito de Nuzman como dirigente, ele estava preso deste o dia 5 de outubro.
Nuzman é acusado de integrar um esquema de compra de votos para que o Rio fosse escolhido como sede da Olimpíada de 2016. O ex-presidente do COB também é acusado de obter vantagens ilícitas nas obras necessárias para a realização do evento.
As suspeitas são investigadas na Operação Unfair Play, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Ela aponta que Nuzman e Gryner, seu principal auxiliar, eram os principais elos entre o esquema de propinas do então governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e membros africanos do Comitê Olímpico Internacional (COI), que teriam vendido seus votos.
Posts Relacionados

Instituto Athlon representa São José em Mundial na Holanda

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai
