Ceumar, a estrangeira de Itanhandu, canta neste sábado em São José
A cantora Ceumar, 45 anos, vive em Amsterdã, na Holanda, desde 2009, mas é de Itanhandu, Minas Gerais, um destino próximo a São José dos Campos. No emaranhado de elementos musicais, seu sexto e mais recente disco “Silencia” (2014) é resultado dessa experiência em terras estrangeiras – e é apresentado em show neste sábado (16), às 20h, no Sesc São José dos Campos. O ingresso custa de R$ 6 a R$ 30.


Cantora e compositora faz show do álbum “Silencia”, o sexto da carreira
Divulgação/Tiê Coelho
A cantora Ceumar, 45 anos, vive em Amsterdã, na Holanda, desde 2009, mas é de Itanhandu, Minas Gerais, um destino próximo a São José dos Campos. No emaranhado de elementos musicais, seu sexto e mais recente disco “Silencia” (2014) é resultado dessa experiência em terras estrangeiras -e é apresentado em show neste sábado (16), às 20h, no Sesc São José dos Campos. O ingresso custa de R$ 6 a R$ 30.
“Eu sou caipira, do interior, e me deparei com um mundo muito grande, com uma busca de estar livre dentro dessa nova realidade. Tive que pensar: ‘Como vou estar nesses lugares sendo eu mesma?'”, conta a também compositora que trabalhou com Zeca Baleiro e Dante Ozzetti em álbuns nos anos 2000.
O sentimento de desterro é uma das pistas para chegar a certas ambiências das faixas de “Silencia”. Introspectivas e dando muita ênfase à voz da intérprete e ao instrumental acústico, as canções, em sua maioria compostas por Ceumar e parceiros, trazem reflexões de amor e da vida cotidiana. Outras como “Rio Verde”, “Justo”, “Encantos de Sereia” e “Turbilhão” são embaladas por imagens da natureza do seu Brasil de Itanhandu.
“Sou apaixonada pelas minhas raízes. Adoro cachoeira, banho de rio, essas coisas simples. [A música] “Rio Verde” é sobre o rio de Itanhandu que conheço desde à infância e está correndo risco de desaparecer agora”, diz. Para completar a homenagem à sua cidade, Ceumar lembra que o violeiro itajubense Ivan Vilela compõe sua banda neste sábado.
Embora feito longe daqui, os ritmos de “Silencia” são genuinamente brasileiros e diversos -samba, xote, coco, regional e experimentações. Para os gringos, formam a chamada world music, rótulo que Ceumar rechaça.
“Eles colocam como world music quando não sabem definir. Não quero definição, quero tocar os ritmos que gosto. O Ségal [Vincent Ségal, violoncelista francês, produtor do disco] também trouxe algumas influências de Cuba e Marrocos. Mas sou brasileira e faço música brasileira, né”.
Entre as 13 faixas de “Silencia” aparecem, junto com Ceumar, os compositores Gildes Bezerra, Osvaldo Borges, Déa Trancoso, Kiko Dinucci, entre outros. Sua banda é formada por Vincent Ségal (violoncelo, kass kass), Daniel Coelho (baixo acústico), Webster Santos (bandolim/cavaquinho/violão de aço), Ari Colares (percussão) e Ivan Vilela (viola caipira).
CEUMAR
Quando: sábado (16), às 20h
Onde: Sesc São José dos Campos – avenida Adhemar de Barros, 999, Jardim São Dimas
Quanto: de R$ 6 a R$ 30
Mais informações: (12) 3904-2000
Posts Relacionados

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai

Novo tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor
