Conselho do Santos reprova contas e Modesto corre risco de sofrer impeachment
O Conselho Deliberativo do Santos reprovou as contas referentes a 2015, que se referem ao primeiro ano do mandato do presidente Modesto Roma Junior. Por 83 votos a 81, os conselheiros aprovaram, no final da noite desta quarta-feira, o relatório do Conselho Fiscal do clube, que sugeria a reprovação do balanço patrimonial do ano passado. De…

O Conselho Deliberativo do Santos reprovou as contas referentes a 2015, que se referem ao primeiro ano do mandato do presidente Modesto Roma Junior. Por 83 votos a 81, os conselheiros aprovaram, no final da noite desta quarta-feira, o relatório do Conselho Fiscal do clube, que sugeria a reprovação do balanço patrimonial do ano passado. De acordo com o estatuto do clube, a reprovação de contas é motivo de impedimento do presidente.
O processo, no entanto, é longo. Os números de 2015 serão encaminhados à Comissão de Inquérito e Sindicância para avaliar se houve ou não má-fé. Um eventual pedido de afastamento terá de ser aprovado pelo Conselho Deliberativo e ainda cabe recurso ao presidente santista.
Durante a reunião, Modesto afirmou que o desempenho financeiro foi prejudicado pela falta de negociação de atletas. “Não vendemos jogadores e nos valorizamos. Priorizamos os resultados”, afirmou o dirigente.
Entre as razões para a reprovação das contas santistas estão a venda e recompra do volante Alison, a antecipação de cotas de transmissões de televisão e do Campeonato Paulista sem a autorização do Conselho Fiscal e o pagamento de comissões a intermediários em contratações e renovações de atletas. O déficit do clube passou de R$ 203 milhões para R$ 282 milhões, entre 2014 e 2015.
SUPERÁVIT – E a reprova das constas de 2015 do Santos ocorreram no mesmo dia em que o clube anunciou um superávit de R$ 53,3 milhões no primeiro trimestre deste ano. Exaltando ações promovidas pelo seu presidente, o clube enfatizou, em nota publicada em seu site oficial, que “esse resultado assegura condições extremamente favoráveis para a manutenção das atividades operacionais e para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo clube neste exercício, além de garantir a realização de investimentos dirigidos à formação de novos talentos da base e à manutenção de uma equipe profissional competitiva para a disputa dos campeonatos previstos no calendário deste ano, bem como realizar os investimentos em infraestrutura necessários e adiados de anos anteriores”.
Em seguida, a nota destaca que “superado o período de dificuldades enfrentado pelo clube no ano passado, devido a necessidade de reestruturar as finanças e honrar compromissos assumidos pela administração anterior, saliente-se que tal performance ocorreu em um cenário de dificuldades muito adverso enfrentado pelo País”.
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