Cruzeiro diz que não contestará punição ao Garcilaso
A direção do Cruzeiro optou por manter silêncio nesta segunda-feira em relação à punição imposta pelo Tribunal Disciplinar da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) ao Real Garcilaso por causa das agressões racistas ao volante Tinga. Ironicamente, ao mesmo tempo em que a entidade divulgava a punição ao clube peruano – multa de US 12…

A direção do Cruzeiro optou por manter silêncio nesta segunda-feira em relação à punição imposta pelo Tribunal Disciplinar da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) ao Real Garcilaso por causa das agressões racistas ao volante Tinga. Ironicamente, ao mesmo tempo em que a entidade divulgava a punição ao clube peruano – multa de US 12 mil, equivalentes a R$ 27,8 mil -, o atleta participava de evento em Porto Alegre (RS), de lançamento da campanha Chute o Preconceito, contra todos os tipos de discriminação.
Segundo o diretor de comunicação do clube celeste, Guilherme Mendes, o Cruzeiro “tem por norma não comentar nenhuma decisão de tribunais” e a direção não vai se pronunciar oficialmente sobre a punição.
Ele descartou a possibilidade de o time tentar qualquer tipo de recurso para aumentar a sanção imposta pela Conmebol, cujo regulamento prevê até a exclusão do Garcilaso da Libertadores. Além da imposição da multa, a entidade apenas emitiu uma “intimação formal” ao clube alertando para a possibilidade de fechamento de seu estádio em caso de reincidência.
“O Cruzeiro nunca pediu nenhum julgamento. A decisão foi da própria Conmebol e nem sei se cabe algum recurso por parte do Garcilaso, mas o Cruzeiro não vai questionar (a decisão)”, observou Guilherme Mendes. Ele afirmou não ter conseguido falar com Tinga sobre o caso até o fim da tarde desta segunda justamente pela participação do atleta no lançamento da campanha contra a discriminação.
O volante foi agredido na estreia dos dois times na Libertadores, em 12 de fevereiro. Toda vez que o jogador, que entrou no segundo tempo, tocava na bola, a torcida peruana imitava o som de macaco.
Mas o Cruzeiro enfrentou outros percalços na viagem a Huancayo. Quando o time celeste chegou para treinar, encontrou as portas do estádio fechadas. Quando o grupo conseguiu entrar, as luzes da arena se apagaram após cerca de 15 minutos de treino. E depois ainda enfrentou falta de água no estádio. “Nós não pedimos julgamento. Apenas enviamos à Conmebol um relatório narrando todos os problemas enfrentados”, concluiu Mendes.
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