Dylan, Paulo Dylan
Coleção de fã do cantor vira exposição em São José dos Campos


Mostra traz parte dos 150 ítens do colecionador
Divulgação
Ele não é muito chegado no apelido, mas, na biblioteca Hélio Pinto Ferreira (São José), onde trabalha, não tem jeito. Paulo César Fernandes é conhecido mesmo como o Paulo Dylan. A alcunha, claro, é referência ao cantor Bob Dylan, do qual Paulo é fã incondicional.
Mas Paulo é um admirador, digamos, singular do mestre da música folk. Colecionador, o funcionário público possui uma coleção com nada menos do que 150 itens do cantor norte-americano. E ele reúne de tudo: CDs, vinis, fitas VHS, recortes de jornais e revistas integram a rica compilação de Paulo.
Parte desse acervo particular virou exposição na própria biblioteca. Com o nome de “53 Anos de Carreira – Forever Young”, a mostra comemora os 53 anos de carreira do artista. A entrada é gratuita e os itens ficam em exposição no espaço até o dia 18 de dezembro, com período de visitação de segunda à sexta-feira, das 8h15 às 17h.
“Bob Dylan é o meu músico preferido por tudo o que ele representa. Gosto de como ele assume suas contradições e, principalmente, a energia que ele tem em cima do palco”, explica.
Paulo ouve Dylan, o Bob, desde os 15 anos de idade, quando ganhou, do tio, o vinil “Blood in the Tracks”, um dos principais trabalhos da carreira do cantor.
Ritual
Apesar de Dylan ser o artista preferido de Paulo. O cantor norte-americano divide espaço com mais de 8 mil vinis que o funcionário público armazena em um espaço dedicado apenas para suas coleções –que, acredite, vão muito além dos vinis— no Jardim das Indústrias.
Em comum entre a coleção de vinis, além do cuidado milimétrico com cada um deles, é que todos os exemplares fizeram parte de um ritual minucioso protagonizado por Paulo.
“Depois que o álbum é lançado, eu compro o vinil e guardo por dois anos sem ouvir. Deixo a poeira do lançamento baixar para, com mais calma, ouvir todas as faixas. Ouço por mais ou menos dez dias direto. Aí coloco o disco de novo na coleção e só vou ouvir mais uma vez depois de mais dois anos”, explica o funcionário público que também é fã de Neil Young, Fagner e Belchior.
Além dos vinis, o colecionador também reúne moedas, cédulas, louças, aparelhos antigos entre outras preciosidades em seu acervo. “Visitar minha coleção é o que me deixa mais feliz. Sento numa poltrona, coloco um bom disco, abro um livro e fico ali por horas. É melhor do que qualquer calmante”, garante.
53 Anos de Carreira – Forever Young
Quando: Até 18/12
Valor: Gratuito
Onde: Biblioteca Hélio Pinto Ferreira (R. Prof. Henrique Jorge Guedes, 57 – Jd. das Indústrias)
Horário: 8h15 às 17h
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